Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, entregou-se à polícia na delegacia de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, no início da tarde desta quarta-feira (4), e será encaminhado para o presídio de Benfica, na zona Norte do Rio de Janeiro, onde passará por audiência de custódia. Ele não se apresentou na delegacia de Copacabana, que é responsável pela investigação do caso.
As duas aparições esperadas nesta quarta-feira (4) se concretizaram, com o comparecimento do Vitor Hugo Oliveira Simonin, também de 18 anos, filho do ex-subsecretário de Direitos Humanos, José Carlos Simonin, exonerado por conta do caso.
Vitor optou por não falar com a imprensa. Por sua vez, o advogado negou participação, afirmou ser uma acusação precipitada e que o suspeito não teve direito de se defender.
“Vitor tinha oportunidade de se manifestar até mesmo antes do decreto de prisão preventiva, mas a autoridade policial não optou por dar esse direito de defesa, por isso VItor hoje está sendo execrado, julgado monocraticamente, sem o direito da ampla defesa, sem ter em seu favor a presunção de inocência”, afirma o advogado.
“Me ponho tanto do lado quanto da suposta vítima, quanto do meu assistido Vitor. Não acredito nesse ponto de conivência dele, estar junto não quer dizer que participou”, finaliza. Questionado sobre a falta de denúncia, uma vez que não participou do crime, o advogado preferiu não responder.
Os outros suspeitos,
O menor de idade, de 17 anos, envolvido no caso, e que levou a vítima ao apartamento onde o abuso teria ocorrido também é investigado, mas, até o momento, não tem contra si, um pedido de apreensão por parte da Justiça.
Relembre o caso
O
A menor foi recebida pelo ex na portaria do prédio e disse que o encontro teria a presença de outras pessoas, mas a menor disse à polícia que não teria concordado com a proposta. Já no apartamento, ela teria sido obrigada a praticar atos sexuais com quatro jovens maiores de idade.
A vítima afirmou que também foi agredida e impedida de sair do quarto. O exame de corpo de delito confirmou lesões nas partes íntimas da menor.
A Justiça aceitou as denúncias do Ministério Público, e os quatro acusados vão responder por estupro coletivo qualificado, por se tratar de uma menor de idade e por manter a vítima em cárcere privado.
(Sob supervisão de Lucas Borges)