Um protesto organizado pela Casa das Marias em Belo Horizonte, na Praça da Liberdade, neste domingo (8) de
Entre as frases exibidas em árvores e até no coreto do cartão postal de BH estão palavras que pedem o fim do ciclo de violência como: “Parem de nos matar!”; “Não são monstros e nem psicopatas, são homens e estão nos matando”.
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Segundo Laura Costa, diretora de relações institucionais da Casa das Marias, as mulheres vivem uma escalada nos casos de feminicídio, classificada como uma “verdadeira epidemia”. “Nós estamos representando as cerca de 159 mulheres que foram vítimas de feminicídio em 2026 até agora. Instalamos 160 porque esse último nome pode ser qualquer uma de nós, a qualquer momento”, disse.
A advogada Ana Lídia Braga, membro do coletivo, ressalta que as estatísticas são alarmantes. Em Minas Gerais uma mulher é vítima de feminicídio a cada 2 dias, enquanto no país a cada seis horas. “Se não combatermos essa epidemia, não sei como será. É importante combater a violência porque estamos morrendo e é urgente”, destacou.
Para Natália Martins, vice-presidente da Casa das Marias, o dia não é apenas de comemoração, mas de atenção sobre como a violência contra a mulher é abordada pela sociedade. “A violência está sendo omitida. Quando estamos em uma roda de amigos, ninguém fala sobre. Quanto mais a gente expor e falar, mais esse assunto vai chegar e as pessoas serão obrigadas a falar sobre isso. E vai ser mais fácil combater”, afirmou.
Segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), quase 14 mil mulheres foram