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Professores de BH definem data para discutir fim de greve

Trabalhadores da educação se encontrarão para avaliar a paralisação e estabelecer um calendário de mobilização

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Divulgação / @sindredebh

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH) — entidade que representa os professores na capital mineira — divulgou, nesta quinta-feira (7), a data de uma assembleia que discutirá o fim da greve.

Antes do anúncio, a entidade cumpriu um cronograma de panfletagens e visitas às escolas espalhadas pelas regionais de BH nesta quinta (7). A data foi considerada o "Dia D" da greve.

Os trabalhadores vão se reunir às 9h da próxima segunda-feira (11), na Praça Afonso Arinos, no Centro de BH. O encontro busca fazer uma avaliação da paralisação e estabelecer um calendário de mobilização, segundo divulgado pelo Sind-REDE/BH.

O anúncio foi compartilhado nas redes sociais da entidade:

• Divulgação / @sindredebh
• Divulgação / @sindredebh

A greve, que acontece desde o mês de abril, pleiteia por abertura e diálogo com a Secretaria Municipal de Educação para tratar sobre avanços de "pautas privatistas" em BH. Ainda sobre as pautas de reinvindicações, representantes do Sind-REDE/BH alertam para a falta de verba e de professores, além da transição dos trabalhadores terceirizados.

Uma assembleia na última terça-feira (5), na Praça da Estação, no Centro de capital, definiu a continuidade da greve por tempo inderteminado. Cerca de 850 profissionais da educação decidiram intensificar a mobilização.

O que diz a Secretaria Municipal de Educação?

Em nota enviada no dia 27 de abril, a Secretaria Municipal de Educação informou que a greve começou mesmo com um acordo vigente firmado com a categoria, no ano passado. A pasta divulgou que o acordo estabeleceu compromissos com efeitos até 2026, entre eles está a garantia de recomposição salarial pela inflação deste ano.

Leia a nota na íntegra: 

A Secretaria Municipal de Educação esclarece que há um acordo vigente firmado com a categoria no ano passado, estabelecendo compromissos com efeitos até este ano. Entre eles, a garantia de recomposição salarial pela inflação em 2026. A greve se inicia, portanto, mesmo havendo um acordo.

Desde o início deste ano, a administração municipal vem se reunindo com representantes sindicais, acolhendo e analisando propostas relacionadas às pautas específicas da categoria.

Algumas medidas já foram implementadas para a valorização dos profissionais da educação:
* Instituição de data-base para reajuste salarial;
* Criação de duas novas progressões por escolaridade, com ganho de até 10,25% na carreira;
* Concessão de ajuda de custo para alimentação no valor de R$ 412,50 mensais para professores com jornada diária de 4,5 horas;
* Aumento superior a 58% no vale-refeição para jornadas de 40 horas ou dobra, ficando em R$ 60 por dia;
* Reajuste superior a 30% para bibliotecários plenos e de 7,6% para assistentes administrativos educacionais;
* Criação de benefício cultural para aposentados;
* Garantia de reajuste de 2,40% em janeiro de 2026, conforme legislação vigente;
* Compromisso de recomposição da inflação na data-base de maio de 2026.

Entre 2024 e 2026, mais de 3,1 mil professores foram nomeados por meio dos editais SMED 1/2021 e 03/2023. O concurso regido pelo Edital 3/2023 foi prorrogado, e a Prefeitura de Belo Horizonte estuda a realização de novo concurso público para a área da Educação.

A SMED respeita o direito à livre manifestação e reafirma o compromisso com a valorização dos servidores e o diálogo permanente com a categoria.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.