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Professores de BH vão manter greve por tempo indeterminado

Categoria afirma estar ‘indignada' com a falta de negociação com a Gestão Municipal

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Faixa estampada durante assembleia realizada nesta terça-feira (5/5), na Praça da Estação • Sind-REDE-BH / Divulgação

Os trabalhadores da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte decidiram continuar a greve por tempo indeterminado.  Cerca de 850 profissionais da educação decidiram intensificar a mobilização.

A categoria realizou uma assembleia, nesta terça-feira (5/5), na Praça da Estação, no centro da capital mineira

Ainda assim, a categoria afirma estar ‘indignada' com a falta de negociação com a Gestão Municipal e decidiu manter greve.

'Não podem mais ficar parando a cidade', afirma Damião sobre greve de professores em BH

Que pauta, segundo a categoria, a falta de profissionais de apoio na rede, sobrecarga, falta de transparência e indignação diante do projeto para o ensino integral.

Segundo a categoria, a proposta é um retrocesso de décadas, pois prevê a retirada gradual de professores das salas de aula, substituindo-os por monitores, o que compromete o ensino, precariza as relações de trabalho e o desenvolvimento das crianças.

Confira um trecho da nota na íntegra 

“Em declarações recentes, o prefeito Álvaro Damião minimizou nossas reivindicações, chegando a afirmar que as paralisações "já estão ficando chatas" e que a cidade "não pode parar".

Para o comando de greve, a fala do prefeito demonstra um profundo desconhecimento da realidade das escolas e um desrespeito com os profissionais que sustentam o sistema público de ensino.

A greve continua porque a educação de BH não pode ser tratada como mercadoria!

A categoria também aprovou calendário de mobilizações, que inclui, por exemplo, regionais de greve (atividades nos bairros para dialogar com trabalhadores, pais e alunos) e a continuidade da pressão pelos votos necessários para a instalação da CPI da Educação.

O sindicato reforça que está aberto ao diálogo, mas exige que a SMED apresente propostas que garantam a valorização real dos trabalhadores e trabalhadoras e a qualidade pedagógica nas unidades de ensino”

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.