Pedro Benedito Casagrande, professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) denunciado por capacitismo, compartilhou uma nota para se posicionar sobre o ocorrido. O comunicado foi publicado no Instagram nessa segunda-feira (16).
O caso ocorreu na última quinta-feira (12) no bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O professor é acusado de
“O que fiz foi grave e inaceitável. Independentemente da repercussão do episódio, minha conduta foi errada e atingiu a dignidade de uma pessoa com deficiência e de seus familiares”, escreveu o professor.
Casagrande pediu “perdão” à vítima e aos familiares e disse estar refletindo sobre o ocorrido.
“Assumo integralmente a responsabilidade pela minha conduta e estou disposto a enfrentar todas as consequências administrativas e legais decorrentes do meu erro. Entendo que elas são justas. Ainda assim, o que mais tem pesado é a consciência do mal que provoquei”.
Relembre o caso
O crime foi denunciado nesse sábado (14) pela chef de cozinha Juliana Duarte, de 60 anos, que é esposa da vítima. Pedro Vieira, de 66 anos, sofre de Parkinsonismo. O professor havia estacionado em frente ao restaurante Cozinha Santo Antônio, onde Juliana trabalha, e impedia o acesso à rampa de cadeirante.
Depois de pedir a mudança ao motorista, a mulher perguntou se ele “não tinha vergonha”, por estar estacionado na faixa de pedestre. De acordo com Juliana, o homem respondeu: “Não. Sou escroto, mas vou tirar o carro.”
Depois, Pedro Casagrande disse: “Tchau cadeirante! Espero que você ande muito por aí”. Mais tarde, ele entrou no restaurante da chef e debochou: “E aí! Ele voltou a andar?”.
Em entrevista à Itatiaia, Juliana Duarte chamou a situação de “agressiva” e disse que os familiares ficaram “muito horrorizados”.
Após o ocorrido, a UFMG confirmou que a ouvidoria recebeu uma denúncia contra o professor e que o caso será analisado pela administração da instituição. O ocorrido também é