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PM encontra cabeça de jacaré congelada ao prender suspeita de maus-tratos contra idosos em MG

Denúcnia anônima aponta a possibilidade da mulher e do marido dela estarem vendendo carne de caça e que realizavam mineração ilegal no Vale do Rio Doce

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Polícia Militar recebeu denúncia anônima de um possível maus tratos a pessoas idosas, além de comercialização de carne de caça em uma residência
Polícia Militar recebeu denúncia anônima de um possível maus tratos a pessoas idosas, além de comercialização de carne de caça em uma residência • Imagens cedidas à Itatiaia

Uma mulher de 49 anos foi presa em flagrante, na noite dessa segunda-feira (30), em São José de Safira, no Vale do Rio Doce, suspeita de maus-tratos a pessoas idosas. A ação da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi motivada por uma denúncia anônima que apontava, ainda, a possibilidade de a mulher e o marido dela estarem vendendo carne de caça e de realizarem mineração ilegal.

Os policiais se deslocaram até a residência da suspeita e, no local, encontraram dois idosos que, segundo a corporação, possuem "deficiências físicas aparentes". Eles estavam debilitados e moravam em um quarto insalubre, "com muita sujeira e forte odor, cercado de materiais e produtos de mineração ilegal", de acordo com o Boletim de Ocorrência.

Após ser questionada sobre o estado em que os idosos se encontravam, a suspeita afirmou aos policiais não ser "responsável por cuidar deles", acrescentando que "não é fácil cuidar de uma cega e de um doido". Depois da declaração, ela recebeu voz de prisão em flagrante pelos crimes de maus-tratos a pessoas sob seus cuidados.

Suspeita assumiu compromisso de cuidar das vítimas

Ainda de acordo com o Boletim de Ocorrência, durante a operação, a Polícia Militar acionou a assistente social do município, que informou que a suspeita assumiu o "Termo de Compromisso de Curatela" — é o documento emitido pelo juiz ao final do processo de interdição, formalizando a aceitação do encargo e conferindo ao curador o poder legal para representar a vítima em atos da vida civil, patrimonial e negocial.

Por isso, a suspeita recebia o valor da aposentadoria das duas vítimas. A PM também divulgou que ela e o marido proibiram a visita de agentes de saúde do município na casa, privando os idosos da assistência médica. Após a ocorrência, a assistente social do município ficou responsável por encaminhar as vítimas ao hospital e providenciar um novo lar.

Cabeça de jacaré e mineração ilegal

Cabeça de jacaré congelada é encontrada na residência • Imagem cedida à Itatiaia
Cabeça de jacaré congelada é encontrada na residência • Imagem cedida à Itatiaia

Na residência, os policiais também encontraram diversos tipos de carnes de caça, que estavam congeladas e armazenadas na geladeira e em congeladores. Em um quarto, sete armas, de diferentes tipos, foram localizadas:

  • Arma de fogo, tipo polveira;
  • Ama arma branca, tipo arpão;
  • Cinco facas.

Também foram localizados diversos sacos com tipos de pedras que, de acordo com a Polícia Militar, são provenientes de mineração ilegal. A suspeita informou à corporação que o material pertence ao companheiro, que extrai essas pedras de forma ilegal, mas não soube afirmar o local exato onde a prática é feita.

Pedras encontradas • Imagens cedidas à Itatiaia
Pedras encontradas • Imagens cedidas à Itatiaia

Por fim, no quarto do casal, em cima da cama, foi encontrada a quantia de R$ 300 em espécie. Os materiais foram apreendidos.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.