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Suspeita de matar idosos no São Pedro vendeu bens roubados no Centro de BH

Cláudio e Maria Clotilde foram encontrados mortos dentro de casa nessa terça-feira (30) pelo filho deles; principal suspeita é de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte

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Vídeo: câmeras flagram movimentação de diarista suspeita de matar casal no São Pedro, em BH
Vídeo: câmeras flagram movimentação de diarista suspeita de matar casal no São Pedro, em BH • Imagens cedidas

A suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, vendeu os bens roubados na região da Praça Sete, no hipercentro de Belo Horizonte, na segunda-feira (29), informou a Polícia Civil de Minas Gerais (PMMG). Os dois celulares das vítimas, um Iphone 15 Pro Max e um Iphone 16 Pro Max, foram recuperados em Vespasiano, na Região Metropolitana, nesta quarta-feira (1°).

O crime é investigado pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri). De acordo com o delegado Gustavo Barletta, os bens roubados foram negociados no Centro de Belo Horizonte. A instituição se houve algum receptador. Além dos Iphones, foram roubados uma coleção de relógios, joias, dinheiro em espécie e uma bolsa de grife.

"Os celulares foram encontrados em Vespasiano. A gente acredita que a pessoa que tenha comprado esses aparelhos tenha desistido, sabendo que a Polícia Civil estava no caso. A gente recebeu a denúncia e encontramos os telefones", contou.

Ainda segundo a Polícia, essa foi a primeira vez que a suspeita esteve na residência para realizar faxina. A hipótese é que o crime tenha ocorrido depois de 12h da segunda (29), já que, por volta das 9h30, o filho ligou para o casal e os convidou para assistir o jogo do Brasil.

"O pai atende normalmente, mas fala que não vai. Por volta de 12h, o cunhado liga novamente, -- o pai-- fala que está bem, mas que não iria poder ver o jogo por estar com aquela pessoa, que seria indicada por um outro amigo. Como seria a primeira visita, não teria coragem de deixá-la sozinha", afirmou o delegado Gustavo Barletta.

Após cometer o crime, a mulher trocou de roupa e tomou banho no apartamento. Ao sair do imóvel, a suspeita entrou em um carro de alto padrão que já a esperava por cerca de 15 minutos. Antes de voltar para casa em Ribeirão das Neves, a mulher passou no Centro de Belo Horizonte, onde vendeu os bens.

"A gente tem a informação de que ela foi ao Centro de Belo Horizonte, depois em Ribeirão das Neves, quando conversa com os familiares. Depois evadiu com o filho de seis anos. Apesar de alguns indícios, não temos a localização dela", contou. Com o fim das diligências policiais, a instituição informou que vai pedir a prisão preventiva da suspeita para Justiça.

Latrocínio

A principal suspeita é de que o crime tenha sido cometido por uma mulher de 30 anos que havia sido indicada por um familiar do casal para fazer um serviço de limpeza no apartamento. A suspeita foi flagrada por câmeras de segurança do edifício.

Os idosos foram encontrados mortos pelo próprio filho nessa terça-feira (30). Ele desconfiou da ausência do pai no escritório de advocacia onde os dois são sócios e foi até o apartamento procurar por ele. De acordo com o boletim de ocorrência, informações preliminares apontaram que o crime foi cometido na tarde dessa segunda-feira (29).

A mulher acessou o local às 7h30 e saiu às 15h30, utilizando roupas diferentes das que vestia na chegada. Ela carregava duas sacolas grandes, uma delas reconhecida pelo filho das vítimas como sendo de sua mãe.

A polícia foi até a casa dela. Uma tia da suspeita confirmou que a sobrinha chegou em casa na noite do dia 29 com uma mochila preta, alegando tê-la ganhado. Na manhã seguinte, a mulher juntou seus pertences e os de seu filho e deixou a casa dizendo que iria para um hotel ou para o Espírito Santo.

Em contato com a Itatiaia, o delegado Gustavo Barletta, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), afirmou que a Polícia Civil (PCMG) trabalha com a hipótese de que a suspeita tomou banho no apartamento das vítimas. Depois, ela esvaziou as sacolas com roupas sujas de sangue em uma lixeira de rua.

Cláudio Atala Inácio foi morto com 17 facadas, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio foi golpeada sete vezes. Segundo familiares, foram roubados uma coleção de relógios, joias, dinheiro em espécie, os celulares do casal e uma bolsa de grife.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo