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Grupo organiza caminhada por Justiça para manicure morta por marido em Contagem: ‘Por todas’

Silvani Paullino, de 36 anos, foi morta dentro do salão onde trabalhava na noite dessa segunda-feira (17) em Contagem

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Silvani Paulino, de 36 anos, foi morta dentro do salão onde trabalhava • Reprodução

Familiares, amigos e vizinhos de Silvani Paullino, de 36 anos, morta a tiros dentro do salão onde trabalhava nessa segunda-feira (17), organizaram uma caminhada na tarde desta quarta-feira (19) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para um pedido de Justiça.

Em entrevista à Itatiaia, a amiga e vizinha da vítima Vânia Maria contou que a morte de Silvani foi um choque para a comunidade. Vânia também explicou que o ato é em prol de todas as mulheres.

A caminhada vai ser realizada a partir das 17h e terá a casa da vítima como ponto de partida. O ato terminará na Avenida João César, em frente ao 18° batalhão. As pessoas deverão ir vestidas de branco.

“É um grito das mulheres que estão em silêncio hoje. Está sendo divulgado para o bairro inteiro. É um grupo que foi formado em prol de todas as mulheres... é isso que é a ideia... não só pela Silvani... mas por todas as mulheres que já passaram e podem passar por isso”, afirmou.

Ainda segundo Vânia, a mulher nunca havia comentado nada sobre o marido. “Ela nunca comentou nada sobre esse sofrimento dela, sabe, ela nunca comentou a gente achava que era um amor muito bonito, porque ela venceu, ela comprou as coisas dela, ela comprou o carro dela, junto com esse marido lá e a gente achava que estava tudo certo, então assim, ninguém esperava por isso”, afirmou.

De acordo com a amiga da vítima, o ato é também por outras mulheres que passam por relacionamentos tóxicos, mas se mantêm caladas.

“Tem algumas pessoas que têm histórias igual, não chegou a morte, mas tem esse mesmo sentimento calado. Então, a gente quer dar um apoio a ela, que já não está aqui, mas os filhos estão aqui, e a família está aqui. A gente que fazer um movimento lindo para uma pessoa que merece. Ela merece muito, fora todas as mulheres hoje que passam por alguma coisa, engolem e não comentam, tem medo de comentar por serem pressionadas pelos maridos, fechadas dentro de casa e vivendo um sofrimento que só Deus sabe qual”, detalhou

Manicure será velada nesta quarta

A manicure Silvani Paullino, de 36 anos, morta a tiros dentro do salão onde trabalhava, será velada nesta quarta-feira (19) na Igreja Assembleia de Deus, no bairro Petrolândia, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A cerimônia será realizada a partir das 9h30 com previsão de término às 13h30.

O principal suspeito de cometer o crime, que ocorreu na noite desta segunda-feira (17), é o marido da vítima, e foi preso em Conselheiro Lafaiete, na Região Central, nesta terça-feira (18). A princípio, o homem estaria indo para o Rio de Janeiro e foi preso em um hotel na beira da estrada.

“Hoje nos despedimos com o coração cheio de saudade e tristeza, mas também com a certeza de que o amor e as lembranças permanecerão para sempre em nossos corações. Que Deus conforte familiares e amigos neste momento de dor, dando força para enfrentar essa despedida. Sua presença fará muita falta, mas seu carinho, sua história e tudo o que viveu conosco jamais serão esquecidos”, escreveu a família.

Relembre o caso

Silvani foi morta a tiros na noite dessa segunda-feira (17) no bairro Funcionários, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O corpo foi encontrado pela filha mais velha do casal, de 17 anos. A mulher foi assassinada no salão de beleza onde trabalhava, em um espaço adaptado dentro da casa da família.

Em entrevista à Itatiaia, a adolescente contou que o homem apagou a iluminação externa do salão, entrou no estabelecimento usando uma balaclava preta e atirou contra a manicure. Após os disparos, ele fugiu do local.

“Ele apagou a luz de fora que tem no salão, mas dentro tem duas lamparinas em cima da mesa dela que iluminam o salão todo. Mesmo assim, dava para ver tudo. Ele entrou, abriu a porta e falou ‘bu’. Estava com a cara tampada, de balaclava preta. Aí ele chegou e deu um tanto de tiro nela. Ela caiu e ele correu. Eu já liguei para a polícia, liguei para todo mundo, me desesperei e saí”, contou a adolescente.

Ainda segundo a jovem, Silvani já havia manifestado a intenção de se separar do companheiro. Lara afirmou que chegou a aconselhar a mãe a terminar o relacionamento, mas que ela tinha medo de desestruturar a família.

“Eu falei várias vezes para ela se separar dele, mas ela sempre ficava com medo, porque não queria separar a família também”, disse.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.

 

 

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