Suspeitos de comprar itens de idosos mortos em BH serão investigados, diz delegado
Delegado da PC informou que os celulares roubados foram negociados no Centro de Belo Horizonte e localizados em Vespasiano

Os compradores dos itens vendidos pela mulher suspeita de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, nessa terça-feira (30), poderão ser investigados por receptação. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (1º).
"Agora, a investigação se concentra não só no material roubado, mas também em quem comprou e por quais motivos, para saber se há configuração do crime de receptação", explicou o delegado Felipe Freitas, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri).
De acordo com o delegado Gustavo Barletta, os bens roubados foram negociados no Centro de Belo Horizonte e localizados em Vespasiano, na Região Metropolitana da capital.
"A gente acredita que ela tenha ido até o Centro de Belo Horizonte, onde negociou os bens subtraídos. As investigações tentam apurar quem são os compradores", afirmou.
Barletta também disse que um dos compradores pode ter desistido de ficar com os aparelhos após descobrir que a Polícia Civil investigava o caso. Além dos celulares, os familiares das vítimas relataram o desaparecimento de relógios, joias, dinheiro em espécie e uma bolsa de grife.

O crime
As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Eles foram assassinados dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Os corpos foram encontrados na tarde dessa terça-feira (30) pelo filho das vítimas. De acordo com o boletim de ocorrência, informações preliminares apontaram que o crime foi cometido na tarde dessa segunda-feira (29).
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar (PMMG) identificou uma suspeita e tentou procurá-la. A investigada é uma mulher, de 30 anos, que trabalhava como diarista na casa dos idosos.
No entanto, a mulher não foi encontrada. Familiares informaram aos policiais que ela buscou o filho em casa, juntou pertences e disse que viajaria ao Espírito Santo.
A Polícia Civil afirmou que "as evidências apontam para um suposto crime de latrocínio", mas que não descarta nenhuma outra linha investigativa.
Cláudio Atala Inácio foi morto com 17 facadas, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio foi golpeada sete vezes. Segundo familiares, foram roubados uma coleção de relógios, joias, dinheiro em espécie, os celulares do casal e uma bolsa de grife.
André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).




