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Fotos mostram suspeita de matar idosos em BH deixando prédio com roupa da vítima

Segundo um familiar, a diarista usava uma blusa preta e óculos escuros que pertenciam à tia assassinada

Por e 
Suspeita entrou com blusa azul e saiu com camisa preta
Suspeita entrou com blusa azul e saiu com camisa preta • Imagens cedidas à Itatiaia

Uma imagem obtida pela Itatiaia mostra a diarista suspeita de ter matado o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, deixando o prédio onde o crime ocorreu, no bairro São Pedro, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Fontes da segurança pública confirmaram à Itatiaia que a mulher, de 30 anos, é a mesma que entrou no prédio às 7h30 de segunda-feira (29). Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), ela deixou o local às 15h30, utilizando roupas diferentes das que vestia ao imóvel.

Segundo um familiar, a diarista usava uma blusa preta e óculos escuros que pertenciam à tia assassinada. A Polícia Civil investiga o caso.

Os corpos foram encontrados no começo da tarde dessa terça-feira (30) pelo filho do casal. Em entrevista, o sobrinho dos idosos, Henrique Maciel, disse que o primo desconfiou da ausência do pai no escritório, onde os dois são sócios, na segunda-feira (29), e foi procurá-lo.

A polícia foi até a casa da suspeita. Uma tia da mulher confirmou que a sobrinha chegou em casa na noite do dia 29 com uma mochila preta, alegando tê-la ganhado. Na manhã seguinte, a mulher juntou seus pertences e os de seu filho e deixou a casa, dizendo que iria para um hotel ou para o Espírito Santo.

Em entrevista à Itatiaia, a tia da suspeita descreveu a sobrinha como uma pessoa trabalhadora, dedicada ao filho e que costumava demonstrar preocupação com a família. Segundo ela, os parentes foram surpreendidos com o caso.

"Estamos sem chão. Nós não compactuamos, de forma alguma, com isso. Meus pais são idosos, e eu fico me perguntando como uma pessoa é capaz de uma atrocidade dessas", afirmou.

A familiar também disse que a principal preocupação neste momento é com o filho de 6 anos da suspeita. "O nosso maior medo é que ela faça alguma loucura com ela ou com o menino", declarou.

24 facadas

Segundo familiares das vítimas, o acesso aos apartamentos exige o uso de senha no elevador ou liberação por parte dos moradores. Maria Clotilde foi localizada na sala, próxima ao sofá, enquanto Cláudio estava no quarto, sobre a cama. Os dois apresentavam diversas lesões provocadas por objeto perfurocortante e sinais de que tentaram se defender.

De acordo com a perícia, a mulher sofreu cerca de sete perfurações (em regiões como garganta, tórax e pescoço), e o homem foi atingido por cerca de 17 golpes (especialmente nas costas, barriga e pescoço).

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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.