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BH tem mais de 132 mil ações de tapa-buracos, mas vias ainda enfrentam problemas

Prefeitura explica que reparos pontuais não resolvem pavimentos deteriorados; Avenida Teresa Cristina lidera número de atendimentos, com 919 operações

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Operações de Tapa-buraco • Rodrigo Clemente/ PBH

Buracos espalhados por ruas e avenidas de Belo Horizonte continuam entre as principais reclamações de motoristas, mesmo após mais de 132 mil ações de tapa-buraco realizadas pela Prefeitura em um período de 12 meses. O levantamento considera os atendimentos feitos entre setembro de 2025 e agosto de 2026. Motoristas ouvidos pela Itatiaia relatam prejuízos provocados pelas condições do asfalto, principalmente em grandes corredores da capital.

“Tem bastante, viu? Meu carro mesmo, eu troquei os quatro amortecedores”, contou o caminhoneiro João Vitor de Abreu.

O motorista de aplicativo Josué Soares também relata problemas provocados pelos buracos. “Mas é bastante. Já quebrou a suspensão por causa desses buracos”, disse.

Já o motorista autônomo Flávio do Carmo cita algumas das principais avenidas da capital. “Tem um 'bocado' nos principais corredores, igual Amazonas, Cristiano Machado. Costuma ter bastante buraquinho lá. Já tive até pneu cortado”.

Por que os buracos continuam mesmo com milhares de reparos?

De acordo com o diretor de Manutenção e Infraestrutura da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Maurício Canguçu, o principal motivo é que a operação tapa-buracos é uma manutenção corretiva localizada. O serviço consegue corrigir um ponto específico, mas não resolve problemas estruturais de pavimentos que já estão muito deteriorados.

Diretor de manutenção e infraestrutura da Sudecap, Maurício Canguçu • Foto: Fabiano Frade
Diretor de manutenção e infraestrutura da Sudecap, Maurício Canguçu • Foto: Fabiano Frade

Ele afirma que “as manutenções corretivas localizadas, que são as operações tapa-buracos, corrigem pontualmente um problema. Quando o pavimento está num estágio de deterioração que requer uma reestruturação completa, obras de recapeamento, reconstrução ou reabilitação são necessárias”. Segundo o diretor, nesses casos, insistir apenas no tapa-buraco não é suficiente para solucionar o problema de forma definitiva.

Teresa Cristina lidera operações tapa-buraco

Um dos exemplos é a Avenida Teresa Cristina, que registrou 919 operações tapa-buraco no período analisado. A via enfrenta um problema considerado mais complexo pela Prefeitura. Segundo Canguçu, a região sofre com questões de macrodrenagem, que contribuem para a deterioração do pavimento. “Existia um problema ali de macrodrenagem muito severo, com recorrentes inundações e alagamentos que comprometiam por demais o pavimento”, disse.

Canguçu conta que a Prefeitura trabalha em um projeto específico para a recuperação da avenida. “Nós estamos trabalhando em projeto específico visando à reabilitação da Avenida Teresa Cristina como um todo e, aí sim, mitigar os problemas do buraco na região”, explicou.
Entre as regiões administrativas de Belo Horizonte, a Pampulha possui a maior malha viária da capital, com cerca de 610 quilômetros de vias e o maior número de operações.

Como solicitar tapa-buraco em BH

Motoristas e moradores que identificarem buracos nas ruas de Belo Horizonte podem solicitar o serviço de manutenção à Prefeitura. O pedido pode ser feito pelo aplicativo PBH ou pelo Portal de Serviços da Prefeitura de Belo Horizonte.

A recomendação é informar o endereço ou a localização exata do problema para facilitar a identificação do trecho pelas equipes responsáveis.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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