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Caso capitã Michele: Justiça marca primeiras audiências em BH; sargento Eduardo Abner é réu

Michele e Eduardo eram companheiros; sargento está preso preventivamente desde julho, quando foi detido após levar a policial, já sem vida, ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte

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Capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), identificada como Michele Leão Azevedo e o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira
Capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), identificada como Michele Leão Azevedo e o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira • • Imagens cedidas à Itatiaia

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) marcou para os dias 10 e 12 de novembro as primeiras audiências de instrução do processo que apura a morte da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, em Belo Horizonte. As sessões estão previstas para começar às 13h30, no Fórum Lafayette, no bairro Barro Preto, na região Centro-Sul da capital mineira.

O processo tramita em Segredo de Justiça. Por isso, a imprensa não terá acesso às audiências. As duas datas correspondem à fase de instrução no Tribunal do Júri, etapa em que são produzidas e analisadas provas antes das próximas decisões do processo.

Ao todo, estão previstas as oitivas de 28 testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa. O sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, que responde como réu pela morte da capitã, também poderá ser interrogado no dia 12, caso o cronograma das audiências permita.

Michele e Eduardo eram companheiros. O sargento está preso preventivamente desde julho, quando foi detido após levar a policial, já sem vida, ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte.

Relembre o caso

Michele Leão Azevedo, de 41 anos, morreu em 20 de julho de 2026, depois de ser levada pelo companheiro ao Hospital Odilon Behrens. A capitã chegou à unidade sem sinais vitais e apresentava diversas lesões pelo corpo. Segundo informações divulgadas pela Itatiaia à época, a equipe médica constatou que ela já estava morta havia horas.

Inicialmente, Eduardo Abner apresentou aos policiais uma versão segundo a qual Michele teria sofrido uma queda dentro do apartamento do casal. Ele também relatou que os dois haviam participado de uma confraternização e consumido drogas antes do episódio. A investigação, contudo, passou a apontar outras circunstâncias para a morte.

Em agosto, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o sargento por feminicídio qualificado, fraude processual, tráfico de drogas e lesão corporal. A investigação apontou que a causa da morte foi um politraumatismo provocado por objetos contundentes.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais, Eduardo teria agredido Michele com um pedaço de madeira e também comprimido o pescoço dela. O órgão acusador sustenta ainda que, depois das agressões, o sargento teria alterado elementos da cena, retirado os lençóis da cama, removido objetos utilizados nas agressões e apagado mensagens do celular da vítima. A denúncia também aponta agressões contra Michele nos dias 2, 13 e 16 de julho.

Em 31 de agosto, a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público e tornou Eduardo Abner réu. Na mesma decisão, foi mantida a prisão preventiva do militar, que estava detido desde 21 de julho. A defesa do sargento afirma que pretende produzir provas durante o processo e contesta a versão apresentada na denúncia. Os advogados sustentam que ainda existem circunstâncias da morte que precisam ser esclarecidas.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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