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Caso da capitã morta em BH: novo vídeo mostra sargento carregando a companheira desacordada

Sargento foi preso suspeito de ter matado a companheira

Por e 
Sargento foi preso suspeito de ter matado a companheira • Imagens cedidas à Itatiaia

Um vídeo de câmera de segurança, acessado pela Itatiaia nesta terça-feira (4), mostra o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira carregando a capitã Michele Leão Azevedo, aparentemente desacordada, e colocando a companheira dentro do carro. Na ocasião, 20 de julho, o militar a levou para o Hospital Metropolitano Odilon Behrens. De acordo com o registro policial, Michele chegou ao local morta. Eduardo foi preso em flagrante suspeito de feminicídio

No vídeo, a capitã aparece jogada sobre o ombro do sargento, que corre até o veículo. É possível ver ele colocando ela dentro do carro. Eduardo sai do automóvel algumas vezes para ajeitar a capitã. Depois que ele arranca o veículo, a porta do lado em que Michele estava se abre com o carro em movimento. 

Na ocasião, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada após a capitã Michele Leão Azevedo ter dado entrada no hospital sem sinais vitais e com múltiplas lesões corporais. Segundo o boletim de ocorrência, os médicos constataram que a mulher estava morta havia entre quatro a seis horas. Segundo a médica responsável pelo atendimento, Michele apresentava parada cardiorrespiratória há um tempo considerável e diversos ferimentos pelo corpo, como traumatismo craniano, hematomas e inchaços nas pernas.

Segundo o Delegado Saulo Castro, porta-voz da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), um dos fatores que corroborou para a prisão em flagrante de Eduardo foi a “pluralidade de lesões no corpo da vítima, há uma lesão aparente muito contundente na face da vítima, isso foi constatado de modo que fica muito claro a gravidade daquele ferimento”. A perícia da instituição foi acionada e o crime está sendo investigado. 

O delegado afirmou também que consta no auto de prisão em flagrante que, segundo testemunhas, o casal tinha uma relação conturbada: “De idas e vindas, de términos e de recomeços. Há também a descrição de atos de violência psicológica, de atos de violência moral do autor em relação à vítima, trazendo esse contexto todo de violência doméstica e familiar supostamente praticada pelo autuado em desfavor da vítima.” 

Versão do sargento 

Em relato à PMMG, Eduardo afirmou que o casal teria dado uma festa e, após a saída dos convidados, por volta das 5h, eles teriam tido relações sexuais consensuais envolvendo práticas de dominação e agressões físicas, conhecidas como "spanking". 

Eduardo alegou que esse tipo de prática fazia parte do relacionamento havia cerca de oito anos e que os atos daquela madrugada foram gravados em vídeo. Ele também disse que as práticas incluíam agressões corporais, compressão do pescoço e outros atos de dominação.

O militar alegou ainda que, por volta do meio-dia, a esposa teria caído da escada de casa, sofrido um corte profundo na cabeça e machucado a boca. Segundo ele, Michele reclamava de forte tontura, mas não quis ir ao médico por sentir vergonha do estado em que estava após o uso de ecstasy.

Conforme a versão apresentada pelo sargento, ele teria prestado os primeiros socorros, dado banho na esposa, controlado o sangramento e, em seguida, colocado Michele deitada. Os dois teriam dormido por volta das 15h e, apenas às 21h, ele teria percebido que a mulher não respondia aos estímulos.

Ecstasy descartado 

No Hospital Odilon Behrens, a Polícia Militar constatou que Eduardo descartou 18 comprimidos de ecstasy na lixeira do banheiro. 

Ainda conforme registro policial, Eduardo teria colocado para lavar as roupas de cama onde a vítima estava deitada momentos antes de morrer. Também foi encontrado pela perícia um cabo de madeira quebrado na lixeira do prédio onde o casal morava. De acordo com o boletim de ocorrência, o objeto pode ter sido utilizado para agredir a vítima.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

 

 

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