Suspeita de matar casal de idosos em BH ficou 8 horas no local do crime
Moradora de Ribeirão das Neves, na Grande BH, foi flagrada entrando no prédio às 7h30 e saindo às 15h30

A suspeita de ter assassinado o casal de idosos passou cerca de 8 horas no prédio das vítimas, no bairro São Pedro, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. As informações constam no Boletim de Ocorrência (BO) sobre o caso. Os corpos do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, foram encontrados por um filho das vítimas, na tarde dessa terça-feira (30).
A suspeita, 30 anos, é moradora de Ribeirão das Neves, na Grande BH, e foi flagrada entrando no prédio às 7h30 e saindo às 15h30, utilizando roupas diferentes das que vestia na chegada. Ela carregava duas sacolas grandes, uma delas reconhecida pelo filho das vítimas como sendo de sua mãe.
Ainda segundo o BO, a suspeita teria sido indicada para trabalhar na casa das vítimas por um parente de Clotilde. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Os corpos do casal foram encontrados pelo filho. Em entrevista, o sobrinho dos idosos, Henrique Maciel, disse que o primo desconfiou da ausência do pai no escritório, onde os dois são sócios, na segunda-feira (29), e foi procurá-lo nessa terça-feira (30).
A polícia foi até a casa da mulher. Uma tia da suspeita confirmou que a sobrinha chegou ao imóvel na noite de segunda-feira (29) com uma mochila preta, alegando tê-la ganhado. Na manhã seguinte, a mulher juntou seus pertences e os de seu filho e deixou a casa, dizendo que iria para um hotel ou para o Espírito Santo.
Além das mortes, uma gaveta de semijoias foi arrombada e dois iPhones (modelos 15 e 16 Pro Max) foram roubados.
Imagens fornecidas pela síndica do prédio foram cruciais para a identificação da suspeita.
24 facadas
Segundo familiares das vítimas, o acesso aos apartamentos exige o uso de senha no elevador ou liberação por parte dos moradores. Maria Clotilde foi localizada na sala, próxima ao sofá, enquanto Cláudio estava no quarto, sobre a cama. Ambos apresentavam diversas lesões provocadas por objeto perfurocortante e sinais de que tentaram se defender. De acordo com a perícia, a mulher sofreu cerca de sete perfurações (em regiões como garganta, tórax e pescoço), e o homem foi atingido por cerca de 17 golpes (especialmente nas costas, barriga e pescoço).
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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.
Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e pós-graduado em Jornalismo nos Ambientes Digitais pela mesma instituição. Possui experiência como repórter, produtor e coordenador de telejornal.




