Médico é preso com 25 canetas emagrecedoras contrabandeadas em Minas Gerais

Medicamento era vendido e divulgado nas redes sociais, segundo a Receita Federal; profissional da saúde vinha do Paraná com destino à Região Sul de MG

Além dos medicamentos, um celular e uma quantia de dinheiro em espécie também foram apreendidos

Um médico foi preso em flagrante por transportar 25 unidades de ampolas de canetas emagrecedoras. Ele é suspeito de realizar a venda desses medicamentos e divulgá-las nas próprias redes sociais. A prisão aconteceu na noite dessa quarta-feira (11) em Pouso Alegre, na Região Sul de Minas Gerais. Ele havia saído com os medicamentos de Foz do Iguaçu, no Paraná.

A ação contou com o apoio da Receita Federal, Polícia Militar e Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais, além da Agência Nacional de Transportes Terrestres. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades nesta quinta-feira (12), os produtos eram contrabandeados.

    A comercialização e importação de canetas emagrecedoras é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas, para evitar a venda irregular, a autarquia determinou, no fim do mês de fevereiro, a apreensão de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil.

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    A partir dessa medida da Anvisa, o médico responderá pelo crime de contrabando, segundo a Receita Federal. Os medicamentos encontrados com o profissional da saúde são de origem desconhecida e não há nenhuma garantia sobre o conteúdo ou qualidade do produto.

    Alerta para uso indevido de canetas emagrecedoras

    A Anvisa alerta ainda para o uso indevido de canetas emagrecedoras sem o acompanhamento médico e para doenças que não estão aprovadas nas bulas dos medicamentos, especialmente para emagrecimento sem necessidade clínica.

    O medicamento pode elevar significativamente o risco de efeitos colaterais e o diagnóstico de complicações graves, como de pancreatite aguda. Entre 2020 e 2025, o Brasil registrou seis casos suspeitos de mortes por pancreatite. Neste mesmo período, a Anvisa também aponta 145 notificações suspeitas que são investigadas.

    Para evitar o uso incorreto do medicamento, as farmácias e drogarias passaram a adotar o mesmo protocolo de antibiótico com as canetas. Desde julho de 2025, a receita delas ficam retidas e a prescrição médica passou a ser feita em duas vias e a venda, que só pode acontecer com essa condição.

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    Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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