A Zona da Mata de Minas Gerais deve ter um Escritório de Dados do governo estadual para apoiar as prefeituras na atualização de cadastros e no diagnóstico das informações do Cadastro Único (CadÚnico), permitindo direcionar com mais precisão os recursos e políticas públicas às famílias atingidas. A medida faz parte das ações de reconstrução das cidades atingidas pelas chuvas no final de fevereiro. Mais de 70 pessoas morreram em Juiz de Fora e em Ubá.
O planejamento de ações para a região foi debatido durante encontro com gestores municipais, nessa terça-feira (11), com representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). A agenda serviu ainda para ouvir demandas das cidades e discutir ações de apoio desenvolvidas pelo Estado.
Durante o encontro, equipes da Secretaria apresentaram medidas para apoiar os municípios e esclareceram dúvidas sobre o acesso a recursos e programas da Sedese.
“Esse encontro é um momento importante de escuta e de alinhamento com os gestores municipais. O Estado precisa atuar de forma integrada com as prefeituras para garantir respostas rápidas às famílias afetadas pelas chuvas. Nosso trabalho é fortalecer essa parceria e assegurar que os recursos e as políticas públicas cheguem de forma efetiva a todas as pessoas atingidas”, destaca a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Alê Portela.
Entre as medidas adotadas pelo Governo de Minas está a antecipação de até seis parcelas do Piso Mineiro de Assistência Social, iniciativa que amplia a capacidade de resposta dos municípios em situações de emergência.
Além do adiantamento desse recurso, os municípios afetados também terão acesso a três parcelas extras do Piso Mineiro. Os recursos podem ser utilizados em ações emergenciais da assistência social, como organização de abrigos provisórios e concessão de benefícios eventuais, incluindo cestas básicas, colchões, materiais de limpeza, auxílio-aluguel e auxílio-funeral.