Operação mira grupo que produzia peças de armas em impressoras 3D em MG, RJ, SP e outros estados

Polícia Civil, Ministério da Justiça e Ministério Público cumprem prisões e buscas contra esquema suspeito de fabricar e vender carregadores e projetos de “armas fantasmas” pela internet

Operação mira grupo que produzia peças de armas em impressoras 3D em MG, RJ, SP e outros estados

Uma operação contra um esquema interestadual de produção e venda de armas feitas com impressoras 3D acontece nesta quinta-feira (12) em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados do país. A ação, chamada de Operação Shadowgun, é realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério Público.

Ao todo, os agentes cumprem quatro mandados de prisão em São Paulo e 32 mandados de busca e apreensão em 11 estados, em endereços ligados a pessoas suspeitas de produzir, vender ou comprar peças de armas fabricadas em impressoras 3D.

Segundo as investigações, o grupo criminoso produzia principalmente carregadores de armas de fogo por meio de impressão 3D. Esse tipo de equipamento faz parte das chamadas “armas fantasmas”, que não têm número de série e são difíceis de rastrear pelas autoridades.

Estrutura organizada

Além do líder, outros três integrantes fazem parte da organização e também são alvos de mandados de prisão. Cada um tinha uma função específica dentro do grupo, como oferecer suporte técnico, divulgar os projetos na internet e cuidar da propaganda do material.

As investigações apontam que os projetos das armas foram amplamente divulgados em redes sociais, fóruns na internet e até na dark web, criando um ambiente clandestino voltado para a produção e circulação de armamentos sem rastreamento. As atividades também eram financiadas com criptomoedas.

Compradores espalhados pelo país

Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito produzia carregadores alongados para pistolas em uma impressora 3D dentro da própria casa e vendia os produtos em plataformas online.

Entre 2021 e 2022, pelo menos 79 compradores adquiriram o material. Nos anos seguintes, as negociações passaram a ocorrer por outros canais na internet.

Os compradores estão espalhados por 11 estados brasileiros, e muitos deles já têm antecedentes criminais por crimes como tráfico de drogas e outros delitos graves, de acordo com a investigação.

Alvos no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, os agentes identificaram dez compradores em cidades como São Francisco de Itabapoana, Araruama, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e na capital.

Nesta quinta-feira, policiais da 32ª Delegacia de Polícia (Taquara) cumprem seis mandados de busca e apreensão no estado, inclusive em endereços no interior, na Região dos Lagos e em bairros da capital, como Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca.

A polícia investiga se o material produzido pelo grupo teria sido destinado ao crime organizado, incluindo o tráfico de drogas e a milícia. As diligências continuam sendo realizadas em todo o país com apoio das polícias civis estaduais.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

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