Marcola, líder do PCC, pede visitas sem gravação inspirado em Daniel Vorcaro

Defesa de Marco Willians Herbas Camacho deve solicitar em breve a liberação ao STF mediante autorização concedida a Vorcaro

Defesa de Marcola deve fazer solicitação ao STF inspirada em decisão concedida ao banqueiro Daniel Vorcaro

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como “Marcola”, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), deve solicitar autorização para realizar visitas sem necessidade de gravação, seja de áudio ou vídeo, na Penitenciária Federal em Brasília, onde o réu está preso.

O desejo surge a partir da liberação concedida pelo ministro André Mendonça, da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu o benefício ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso no dia 4 de março no mesmo local que Marcola.

“Assim, informamos que será protocolado pedido perante o juiz corregedor competente, com fundamento na referida decisão e na legislação vigente, a fim de que seja garantida a plena inviolabilidade das comunicações entre advogado e cliente, assegurando-se que os atendimentos ocorram sem necessidade de agendamento prévio, bem como com a possibilidade de ingresso com documentos e a realização de anotações durante os encontros”, informou a defesa de Marcola em nota enviada à CNN Brasil.

A Polícia Penal Federal elaborou uma lista com 32 argumentos contra a liberação de visitas sem monitoramento para Vorcaro, pela possibilidade de se abrir um precedente para que outros detentos solicitassem o mesmo benefício do banqueiro.

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“Não se pode olvidar que admitir que um único preso goze de prerrogativas mais amplas tem o condão de criar perigoso precedente, o qual é plenamente passível de ser utilizado, na sequência, pelos maiores líderes de facções criminosas do país, desnaturando todo o arcabouço no qual se sustenta o Sistema Penitenciário Federal, fragilizando o combate ao crime organizado e pondo em risco a sociedade como um todo”, alegou o órgão.

A Polícia Penal também apontou que a limitação do monitoramento a casos isolados poderia gerar distorções no funcionamento do sistema, “abrindo espaço para que presos não submetidos à restrição fossem eventualmente constrangidos ou cooptados por aqueles que à ela estejam sujeitos, a fim de intermediar a transmissão de comunicações ilícitas para o exterior da unidade prisional”.

Em uma decisão de 2025, o ministro André Mendonça rejeitou um pedido realizado pela Defensoria Pública por não identificar violação às prerrogativas da defesa, em contramão à decisão dele a favor da defesa de Vorcaro.

*Com informações da CNN

(Sob supervisão de Alex Araújo)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

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