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'Matou por matar': suspeito de assassinar ex-diretor de organizada do Cruzeiro não o conhecia

Suspeito alega que apenas viu o jornalista, se aproximou e decidiu matá-lo 

Por e 
Diego Augusto Gomes Barbosa foi assassinado na madrugada de sábado (7)
Diego Augusto Gomes Barbosa foi assassinado na madrugada de sábado  • Reprodução | Redes sociais

O homem de 35 anos suspeito de ter matado o jornalista Diego Augusto Gomes Barbosa - integrante e ex-diretor de uma torcida organizada do Cruzeiro - disse que apenas o viu, se aproximou e atirou. Ele nega conhecer o jornalista e diz que não tinha motivação pessoal para o crime.

Diego, que tinha 38 anos, foi assassinado com um tiro no rosto em pleno centro de Conselheiro Lafaiete, na região Central de Minas Gerais, na madrugada desse sábado (7). Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e deu entrada já sem vida no hospital.

Conforme boletim de ocorrência, policiais foram acionados para o endereço onde ocorreram os disparos. Lá, a corporação recebeu informações de que a vítima foi socorrida ainda com vida pelo Corpo de Bombeiros e levada para o Hospital Maternidade São José. Na sequência, a perícia da Polícia Civil foi chamada. Foi neste momento que a Central de Operações da PM, o Copom, recebeu ligações informando que um homem armado estava perto das bancas de camelôs que ficam na região.

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Uma viatura policial seguiu para o local. Neste meio tempo, um taxista se aproximou e contou que um homem de camisa listrada havia passado em frente ao ponto de Táxi da Rodoviária e ameaçado motoristas com uma arma de fogo.

O policial que tinha seguido para os camelôs então explicou que o suspeito fugiu pelo túnel que dá acesso a rua Marechal Floriano Peixoto e pediu apoio a outras viaturas. Segundo o registro, o homem estava com a arma em mãos e apresentava comportamento agressivo.

Em conversa com o autor, os policiais pediram para ele ficar calmo e se entregar. No entanto, após alguns minutos, ele disse que só faria isso se sua mãe comparecesse ao local. Após informar o endereço e nome dela, um dos militares seguiu para o local. A mãe dele concordou e foi para onde estava o filho com o policial.

Enquanto a mãe dele se deslocava para o endereço, o suspeito disse que cumpriu pena por outro homicídio, que deixou o presídio há poucos dias e que não conhecia o integrante da organizada do Cruzeiro e nem tinha motivação para o crime. O suspeito comentou que “simplesmente o viu, se aproximou e efetuou os disparos”.

Com a mãe dele já no local, os policiais deram continuidade à negociação. Ela pediu para ele se entregar, mas o filho negou com medo de ser morto pela corporação. Para tranquilizá-lo, os militares disseram que isso não iria ocorrer. Pouco depois, ele jogou a arma no chão e subiu as escadas do túnel com as mãos na cabeça, conforme orientação policial. Ele foi algemado e preso em flagrante pelo crime de homicídio. A arma de fogo, revólver calibre 32, e duas munições deflagradas foram apreendidas pela polícia.

Além disso, a camisa usada por ele no crime também foi recolhida perto do terminal Rodoviário. Em consulta ao sistema, os policiais verificaram que o suspeito estava em condicional, tendo sido liberado da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) no dia 28 de setembro, onde cumpria pena por homicídio consumado no ano de 2017.

O boletim policial aponta que Diego chegou morto ao hospital. O relatório médico destaca que ele teve uma perfuração acima do olho esquerdo.

Investigação

"A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) ratificou a prisão em flagrante delito pelo crime de homicídio do suspeito, de 35 anos, envolvido no fato ocorrido ontem (7/10) no centro de Conselheiro Lafaiete. Após os procedimentos de polícia judiciária, ele foi encaminhado ao sistema prisional e segue à disposição da Justiça. Na ocasião, a perícia oficial esteve no local coletando elementos que irão subsidiar a investigação. O corpo da vítima, de 38 anos, foi encaminhado ao Posto Médico-Legal para ser submetido a exames. A PCMG investiga o caso".

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.