A ex-síndica do histórico edifício JK,
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A despedida será realizada neste sábado (14), às 13h, no Cemitério Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, na região Norte da capital. Segundo a família, não haverá velório, apenas sepultamento.
Maria das Graças era jornalista, advogada e uma das fundadoras do Sindicato dos Condomínios Comerciais, Residenciais e Mistos de Minas Gerais (Sindicon-MG), e sua gestão foi marcada por denúncias, embates e pressões judiciais. Em 2023, foi homenageada na Câmara Municipal de Belo Horizonte, durante o Dia Internacional da Mulher, quando recebeu o título de Mulher Extraordinária.
Estado de saúde
Apesar de a causa da morte não ter sido informada pela família,
''É de se ressaltar, conforme bem asseverado pelo Ministério Público, que o quadro de transtorno neurocognitivo narrado no relatório médico, provavelmente proveniente de demência associada à doença de Alzheimer, com graves comprometimentos cognitivos, dependência integral de cuidados, desorientação no tempo e espaço e ausência de juízo crítico, além de transtorno decorrente do uso de álcool, enseja, em verdade, na investigação se a acusada possui capacidade para os atos do processo, demandando-se, para tanto, análise pericial’’, afirmou a defesa da síndica no documento assinado no dia 3 de outubro de 2025, emitido pelo juiz de Direito Bruno Silva Ribeiro, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte.
O trecho integra uma ação penal por crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural à qual ela respondia, relacionados ao abandono do conjunto histórico projetado por Oscar Niemeyer e da sede do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), que funciona no local. Segundo a Justiça, os danos ocorreram por falta de manutenção adequada do imóvel.
Na ocasião, a Justiça
Diante disso, o magistrado determinou a realização de uma perícia para avaliar se ela tinha condições de responder ao processo. O processo envolvendo Maria das Graças foi separado e tramita em segredo de Justiça.
No mês passado, o condomínio e o atual síndico, Manoel Gonçalves de Freitas Neto, foram condenados nesse processo.
Síndico no comando
Manoel, aliado de Maria Lima, foi eleito síndico em setembro do ano passado e segue à frente da administração do edifício. A assembleia foi marcada por tensão, e condôminos questionaram a legalidade da eleição e o uso de mais de 200 procurações apresentadas durante a reunião.
Maria das Graças já estava afastada desde agosto, após o agravamento do estado de saúde, e Manoel atuava como síndico em exercício.
Matéria em atualização