Guerra no Oriente Médio já custou US$ 25 bilhões aos EUA, divulga Pentágono
Balanço foi feito em uma sabatina com autoridades do governo dos Estados Unidos

O governo dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (29), pela primeira vez, uma estimativa dos custos da guerra no Oriente Médio, envolvendo o país, Israel e Irã. Segundo o Departamento de Guerra, o conflito já custou aos cofres norte-americanos cerca de U$25 bilhões (cerca de R$ 125 bilhões).
O balanço foi feito por um representante do Departamento de Guerra durante uma sabatina com secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e assessores no Congresso. Eles foram convocados para responder a questionamentos sobre a guerra.
Durante a sessão, Hegseth foi questionado sobre a proposta de Orçamento de 2027 das Forças Armadas — que o governo Trump propõe elevar para US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 7,5 trilhões). O secretário de Guerra apontou que a medida faz parte de um projeto para os EUA "construir um exército que os adversários temam".
O secretário e o chefe das Forças Armadas defenderam a necessidade de mais drones, de sistema de defesa antimísseis e de navios de guerra. Enquanto isso, Hegseth negou que o conflito no Oriente Médio seja um "atoleiro" — após críticas de que a guerra esteja durando mais que o previsto.
"A guerra com o Irã não é um atoleiro, e as críticas dos legisladores democratas dos EUA representam uma vitória de propaganda para o Irã", declarou. Atualmente, os Estados Unidos e o Irã estão em um impasse para chegar a um acordo que coloque um fim no conflito, iniciado em fevereiro deste ano.
Conflito no Oriente Médio
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Pouco antes do conflito completar dois meses, Irã confirmou, em 7 de abril, o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos por duas semanas. Neste período, uma rodada de negociações para uma trégua definitiva aconteceu no Paquistão, mas os países não chegaram a um acordo.
Próximo do fim do prazo, presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu, em 21 de abril, estender o cessar-fogo firmado entre o país e o Irã “até que seus líderes e representantes apresentem uma proposta unificada”.
Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito em definitivo, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em março. Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



