Oriente Médio: Trump diz que acordo de paz com Irã 'está muito próximo'
Presidente dos Estados Unidos publicou diversos textos na própria rede social sobre o conflito no Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou, nesta sexta-feira (17), que um acordo de paz com o Irã está muito próximo e assegurou que pontos-chaves foram resolvidos, em particular sobre o programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz. Uma segunda rodada de negociações no Paquistão está sendo planejada.
Em uma série de mensagens publicadas na própria rede social, a Truth Social, o republicano comemorou um "grande e brilhante dia para o mundo" — sem anunciar um acordo com o Irã.
Porém, pouco antes, o Irã declarou que o Estreito de Ormuz ficará totalmente aberto enquanto durar a trégua no Oriente Médio e, logo em seguida, Trump agradeceu: "OBRIGADO!", escreveu o republicano, antes de detalhar que o bloqueio norte-americano aos portos iranianos continuará em vigor até que um acordo com o Irã "esteja 100% concluído".
"O processo deveria avançar muito rápido, visto que a maioria dos temas já foi negociada", acrescentou o presidente dos EUA.
Ainda sobre o Estreito de Ormuz — passagem marítima classificada como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo — Trump disse que o Irã tinha aceitado "não voltar a fechar nunca mais". "Não será mais usado como arma contra o mundo!", comemorou.
O republicano destacou que o Irã "retirou — ou está retirando — todas as minas" colocadas no estreito e o faz "com a ajuda dos Estados Unidos", escreveu, sem dar detalhes.
Quanto à questão atômica, Trump disse que os Estados Unidos teriam "todo o pó nuclear" iraniano, um termo que ele usa para se referir às reservas de urânio enriquecido. O acordo que se vislumbra com o Irã, no entanto, não está vinculado ao alcançado entre Israel e Líbano, detalhou o presidente americano.
"Israel não vai mais bombardear o Líbano", disse o mandatário. "Os Estados Unidos o PROIBIRAM de fazê-lo. Já chega!!!", escreveu.
Nas várias mensagens, Trump também aproveitou para voltar a criticar os alianos da Otan que, segundo ele, não fizeram o suficiente para apoiar os Estados Unidos na guerra contra o Irã.
"Agora que a situação no Estreito de Ormuz terminou, recebi um telefonema da Otan perguntando se precisaríamos de ajuda. DISSE-LHES QUE SE MANTIVESSEM À MARGEM, A MENOS QUE SÓ QUEIRAM CARREGAR SEUS BARCOS COM PETRÓLEO", afirmou.
As declarações coincidiram com uma reunião de países "não beligerantes" organizada em Paris pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, sobre o tema de uma missão para dar segurança ao Estreito de Ormuz.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



