Grande BH: homem que matou mulher por não aceitar divórcio vai a júri em maio
Marcio Ribeiro de Sousa Oliveira, de 42 anos, é acusado de matar a facadas Diana Ribeiro, de 37; corpo foi encontrado na padaria onde vítima trabalhava no bairro Santinho, em Ribeirão das Neves

A Justiça definiu a data do julgamento de Márcio Ribeiro de Souza Oliveira, o homem de 42 anos acusado de matar a esposa a facadas em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, por não aceitar o divórcio. Márcio responde por homicídio triplamente qualificado e vai a júri popular na primeira quinzena de maio (relembre o caso no fim da matéria).
A Itatiaia apurou que o processo foi incluído na pauta do dia 13 de maio do Tribunal do Júri. A decisão é assinada pela juíza Fernanda Chaves Carreira Machado, da 1ª Vara Criminal de Ribeirão das Neves, que também manteve a prisão preventiva do acusado. No documento, a magistrada relembrou detalhes do crime, como o “sentimento de posse” do acusado e as 25 facadas dadas por ele para matar a companheira.
O crime
Diana Ribeiro de Almeida Oliveira, de 37 anos, foi morta a facadas na manhã do dia 20 de agosto de 2024, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Antes do crime, Márcio enviou áudios para uma filha dizendo que iria matar Diana. Ela trabalhava em uma padaria, no bairro Santinho, onde o corpo dela foi encontrado.
Ela foi vítima de uma emboscada ao chegar no local ainda na madrugada. Os dois se separaram em julho e começaram a morar em casas separadas. Márcio, porém, insistia para reatar o relacionamento e ameaçava a companheira.
Após cometer o crime, Márcio teria recebido a ajuda de um irmão para fugir e estava escondido na casa de um tio, no bairro Vila Samara, em Contagem, As irmãs dele, porém, ficaram revoltadas com o crime e ajudaram a polícia a localizá-lo. Em entrevista à Itatiaia, uma das irmãs do autor afirmou que Márcio cometia violência física e psicológica contra a companheira’.
‘Ninguém é dono de ninguém. Você não é obrigado a estar com uma pessoa sem querer. Eu acompanhei os últimos tempos. A Diana era minha amiga, ela me mostrou os áudios, ela falava comigo o desespero que ela estava vivendo. Não comia mais, não conseguia dormir. Ela queria separar porque ele estava tão doido. Ela já sofreu violência física e psicológica o tempo todo, inclusive os filhos [...]. Para mim, ele não é irmão mais’.
Márcio foi preso pela equipe do Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Ele chegou a delegacia sem demonstrar arrependimento e com frieza.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.



