A empresária e influenciadora Pollyana Pilar denunciou, nessa quinta-feira (1°), ter sido vítima de agressões físicas, ameaças de morte, violência psicológica e sexual cometidas pelo então companheiro, João Bráulio Faria de Vilhena Filho, após uma festa de Réveillon em Nova Lima, na Grande BH. Nas redes sociais, ela descreveu como “um pesadelo que nunca vai esquecer”.
Um Boletim de Ocorrência foi registrado pela Polícia Militar (PMMG), e a vítima recebeu atendimento médico após as agressões.
Segundo o relato, a violência teria começado após uma discussão por causa de uma peça de aproximadamente cinco centímetros de um guarda-roupa que havia se soltado. Pollyana e o homem moram no mesmo prédio, em Belo Horizonte.
De acordo com a vítima, o agressor passou a impedi-la de sair do imóvel e exigiu que ela consertasse o guarda-roupa imediatamente. “Ele dizia que eu não ia sair dali enquanto não arrumasse. Eu falei que chamaria um marceneiro, que fazia o que fosse preciso, só queria ir embora”, contou.
Violência sexual
Ainda segundo a denúncia, o homem rasgou a roupa que ela vestia, a deixou nua à força e a impediu de sair do local. Ao tentar pedir ajuda, a vítima afirma ter sido ameaçada.
A mulher conta que conseguiu sair do apartamento e correu até sua residência para pegar a chave do carro e ir até a delegacia, mas foi novamente surpreendida pelo agressor na porta de casa.
Com medo de que ele entrasse, passou a gritar por socorro e se refugiou na guarita do prédio, orientada por um porteiro. O funcionário acionou a polícia duas vezes. Na segunda ligação, segundo a vítima, o porteiro teria alertado que uma tragédia poderia acontecer caso a viatura não chegasse rapidamente. Pouco depois, o agressor deixou o local de carro e enviou mensagens afirmando que iria tentar contra a própria vida.
A vítima foi encaminhada a um hospital, onde passou por exames de imagem e recebeu medicação. Ela relata dores intensas no braço e na coluna. O suspeito não foi preso em flagrante porque deixou o local antes da chegada da polícia e não atendeu aos chamados feitos por policiais e familiares da vítima.
Ainda de acordo com o depoimento, o homem já possuía uma medida protetiva concedida a uma ex-companheira. A mulher afirma que, durante o relacionamento, ele frequentemente desqualificava a ex, dizendo que ela era “louca” e que queria prejudicá-lo.
“Agora ele diz que não encostou em mim, que eu sou louca. Ele fala que tem dinheiro, que a família tem poder e que nada vai acontecer com ele”, disse. A denúncia também inclui relatos de controle, ciúmes excessivos e violência sexual. Ela afirma ainda que foi forçada a manter relações sexuais contra a própria vontade.
“A violência nunca começa com um soco. Começa com agressão verbal, com controle, com um puxão de braço. Sempre longe das outras pessoas”, afirmou. Em um desabafo público, a vítima disse que decidiu tornar o caso conhecido para alertar outras mulheres. “Eu consegui salvar a minha vida. A próxima, ele pode ceifar”, declarou.
O espaço está aberto para posicionamento da defesa do suspeito.
Investigação
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que “apura as circunstâncias do caso de violência doméstica registrado pela Polícia Militar na data de ontem (1/1), no município de Nova Lima. Até o momento, não houve conduzidos à delegacia. Outras informações poderão ser repassadas à imprensa após os procedimentos de polícia judiciária”.
Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 190, em situações de emergência, ou pelo Disque 180, que funciona 24 horas por dia e oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção às mulheres.