As denúncias contra o
Além da
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Uma das vítimas, que era aluna de Magid na faculdade e estagiária na época, relatou ter sido beijada à força durante um almoço.
“Eu me senti invadida, me senti com nojo, constrangida, sem saber o que fazer. Aquilo me marcou profundamente. Eu não voltei mais para o estágio”, contou a vítima, que não foi identificada, ao Fantástico, da TV Globo, exibido nesse domingo (1º).
Outra mulher descreveu agressões ocorridas em 2009, dentro do gabinete do juiz em Betim (Grande BH), que incluíram toques forçados e tentativas insistentes de beijo.
Ela explicou o longo silêncio devido à posição de autoridade do agressor: “Na época, eu tinha muito medo. Porque ele é o juiz, né? né? O poder é dele, seria a minha palavra contra dele”.
Outros relatos anônimos reforçam o padrão das acusações: “A porta do quarto estava entreaberta. Ele pega a minha mão e leva até o órgão genital dele”. “Ele veio e me deu um beijo na boca. Sem o meu consentimento. Eu me senti invadida, me senti com nojo, constrangida”.
Para as vítimas, falar sobre o que aconteceu é uma forma de enfrentar o poder que as silenciou. Como disse uma das denunciantes:
“O silêncio, a relativização, a indiferença, também são formas de violência. Então, é por isso que nós não podemos mais nos calar”.
Na última quarta-feira (25), o TJMG informou à Itatiaia que o desembargador não irá se manifestar.