Clínica deve pagar cerca de R$ 35 mil após erro em implantes dentários
Serviço inadequado provocou dor, infecções e constragimentos ao cliente; empresa foi condenada por danos morais e materiais

Uma clínica odontológica em Belo Horizonte foi condenada a indenizar um paciente após falhas na colocação de implantes dentários. O estabelecimento deverá pagar cerca de R$35 mil por danos morais e materiais.
O cliente contratou a empresa, em outubro de 2020, para os serviços de implantes dentários fixos e de próteses, pelo valor de R$12 mil. Porém, após as intervenções, o paciente relatou que sofreu inflamações e dores severes. Ele ainda afirmou que as próteses instaladas se soltavam com facilidade em atividades corriqueiras, como beber água.
Os procedimentos ainda causaram dificuldades na fala e mau hálito, de acordo com o cliente. Ele ainda relatou que, após um ano de tentativas frustradas de negociar com a clínica, não foi fornecido prontuário clínico e foram realizados apenas ajustes paliativos. A empresa ainda decidiu encerrar o atendimento e devolveu o valor investido pelo paciente.
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Perícia constatou queixa do cliente
Durante o processo, a juíza Cláudia Aparecida Coimbra Alves autorizou a realização de perícia odontológica, que constatou falha no planejanemtno cirúrgico em relação à distribuição dos implantes para reabilitação com prótese, além da ausência de exames prévios.
Uma testemunha responsável pela reabilitação relatou que, durante o tratamento, encontrou focos de infecção no paciente, além de constatar que os implantes estavam contaminados e uma prótese foi feita pela metade.
“A conduta da ré, ao iniciar o procedimento invasivo sem exames prévios adequados e negligenciar o planejamento biomecânico, caracteriza imperícia e negligência. A conjugação do laudo pericial (que apontou o erro de planejamento) com o depoimento técnico da testemunha (que constatou o dano biológico) afasta qualquer dúvida sobre o nexo causal”, argumentou a magistrada.
Condenação
Os custos para a correção e realização de um novo tratamento foram estimados entre R$35 mil e R$40 mil, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Como o cliente já havia recebido o ressarcimento do procedimento, a juíza estipulou que a clíni cadeverá pagar R$23 mil por danos materiais.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



