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Professora é afastada em BH após denúncia de esfregar prova no rosto de criança de 8 anos

Câmeras de segurança flagraram a ação na Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, no bairro Providência; aluno de 8 anos foi transferido de turma e família registrou boletim de ocorrência

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Imagens de câmeras de segurança mostram professora e aluno
Imagens de câmeras de segurança mostram professora e aluno • Reprodução | Redes sociais

Uma professora da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, localizada no bairro Providência, na Região Norte de Belo Horizonte, foi afastada de suas funções nessa sexta-feira (18). A decisão ocorreu após a família de um aluno de 8 anos, que cursa o 3º ano do ensino fundamental, denunciar a profissional por conduta inadequada em sala de aula.

De acordo com a denúncia, a docente teria esfregado uma prova no rosto da criança. A versão da família ganhou força após a análise de imagens do circuito interno de segurança da escola, que mostram a professora segurando a folha de papel rente ao rosto do menino.

A mãe relatou que a criança ficou profundamente abalada com o ocorrido, passando a demonstrar medo de reencontrar a professora. Diante da gravidade da situação, a família formalizou a denúncia por meio de um boletim de ocorrência.

Internamente, a direção da escola optou por transferir o aluno para outra turma, passando a monitorar sua adaptação e comportamento com a nova professora.

Outros atritos

O episódio trouxe à tona um histórico de divergências entre a família e a instituição. Antes de as imagens das câmeras virem a público, a escola já havia convocado a mãe para discutir o comportamento do menino.

Segundo os relatos, a criança seria dispersa, conversaria em excesso e pediria para sair da sala com frequência, apresentando suposta dificuldade para concluir tarefas. A direção chegou a sugerir uma avaliação médica e mencionou a possibilidade de acionar o Conselho Tutelar.

A mãe, no entanto, contesta a visão da escola. Ela garante que o filho é plenamente alfabetizado, possui facilidade de aprendizado e tira boas notas. Embora se mostre aberta ao diálogo para ajudar o filho em eventuais desafios escolares, ela critica duramente a forma como a instituição e a professora conduziram a situação.

O caso gerou indignação na comunidade local, resultando em uma manifestação na porta da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte. A professora envolvida no episódio segue afastada de suas atividades enquanto o caso é apurado.

Secretaria se manifesta

"A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) não compactua com eventuais desvios de conduta e reforça que as escolas e os educadores são orientados quanto à postura adequada, no que se refere ao ambiente e relações interpessoais, professor aluno, professor e colegas de trabalho, conforme dispõe o Código de Conduta Ética.

A SEE informa que, ao tomar conhecimento da denúncia contra uma professora da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, em Belo Horizonte, a Superintendência Regional de Ensino (SRE) Metropolitana C adotou imediatamente as providências cabíveis.

A SRE deu início às apurações preliminares, com o objetivo de reunir os elementos necessários à análise da situação e instaurou um Processo Administrativo Simplificado (PAS), destinado à apuração detalhada dos fatos e eventual responsabilização da professora, assegurados o contraditório e a ampla defesa. O Núcleo de Atendimento Educacional (NAE) também foi acionado para acolher e acompanhar o estudante envolvido.

Os responsáveis pelo estudante foram atendidos pela diretora, que registrou a denúncia em ata escolar para dar seguimento às medidas administrativas."

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