Policial civil investigada por forjar provas em operação se apresenta e é presa em BH
Investigação é conduzida pela Corregedoria Geral da Polícia Civil; outro policial suspeito ainda não foi localizado

A policial civil Ana Luiza Guimarães Carvalho se apresentou à Casa de Custódia da Polícia Civil nesta sexta-feira (18) e foi presa. Havia um mandado de prisão cautelar em desfavor dela. A agente é suspeita de ter participado de uma operação da Polícia Civil que está sendo investigada por supostas provas forjadas. Na investigação conduzida pela Corregedoria Geral da Polícia Civil, outros dois policiais são suspeitos — um deles, Rafael Egg Macedo, foi preso nessa segunda-feira (14). O outro investigado ainda não foi localizado.
“Nossa cliente, a Ana, se apresentou de forma espontânea. A gente vai demonstrar no decorrer do procedimento, que ainda é um procedimento investigatório — um mandado de prisão preventiva, na nossa interpretação, expedido de maneira temerária — e a gente vai se aprofundar aos autos e provar no decorrer do processo, que ainda têm recursos pendentes de julgamento, que a nossa cliente é inocente”, afirmou o advogado Tiago Braga.
De acordo com a defesa de Ana Luiza, a policial tem quase 20 anos de instituição, “sem nenhuma conduta que possa causar qualquer desconfiança em relação a ela”. Sobre a cliente, o advogado Tiago Braga afirmou ainda: “Ela está bem, ela está preparada e ela vai responder com clareza tudo que for questionado para ela, para gente buscar a verdade nos autos e provar a inocência dela.”
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) afirmou que “foi cumprido mandado de prisão cautelar em desfavor de um dos suspeitos, ordem expedida pelo Poder Judiciário, no âmbito da investigação conduzida pela Corregedoria Geral de Polícia Civil, a qual tramita em sigilo.”
Operação
A Corregedoria-Geral de Polícia Civil deflagrou, nessa segunda-feira (14), uma operação contra três policiais suspeitos de forjar provas durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Pampulha. De acordo com fontes ouvidas pela Itatiaia, os policiais civis teriam colocado uma barra de maconha na casa de um conselheiro tutelar em uma operação realizada em 7 de agosto.
O conselheiro tutelar, identificado como Bruno, e o filho dele, Matheus, foram presos em flagrante sob a suspeita de tráfico de drogas. Eles foram soltos pela Justiça nessa quinta-feira (17).
O mandado de busca e apreensão contra pai e filho determinou que os agentes filmassem a ação. Em entrevista à Itatiaia, o advogado criminalista Nathan Nunes, que defende a família do conselheiro tutelar, sustentou que a atuação dos policiais civis foi marcada por uma "série de irregularidades". Segundo ele, as gravações da operação mostram um dos policiais entrando no imóvel com um volume escondido na região da perna.

A partir das imagens, a defesa passou a sustentar que a barra de maconha poderia ter sido levada pelos próprios agentes e colocada dentro da casa. O advogado afirma que, em um primeiro momento, o quarto foi revistado e nenhum material ilícito teria sido encontrado, além da arma que já era mencionada no contexto da operação.
Ainda de acordo com a defesa, duas testemunhas que acompanhavam a busca deixaram o cômodo e foram para outro espaço da casa. Nesse momento, apenas um dos policiais teria permanecido no local. Depois, o agente teria informado que havia encontrado o material ilícito. A defesa afirma que esse conjunto de circunstâncias levanta dúvidas sobre a origem da droga. A interpretação das imagens, porém, faz parte da investigação em andamento.
Policial preso
O policial civil Rafael Egg Macedo, também investigado, foi preso no início desta semana. Em nota à imprensa, o advogado Fábio Camargos Figueiredo, que representa o agente, afirmou que o acusado nega a prática das condutas que lhe são atribuídas.
"A defesa entende que os fatos precisam ser analisados com cautela, à luz das provas efetivamente produzidas no processo, não sendo adequado transformar alegações ou elementos ainda controvertidos em conclusões definitivas acerca da responsabilidade criminal do acusado. Embora atualmente esteja submetido à prisão preventiva, a medida possui natureza cautelar e não representa antecipação de pena, permanecendo íntegro o princípio constitucional da presunção de inocência até o eventual trânsito em julgado de uma decisão condenatória", afirmou.
A defesa também afirmou que avalia a necessidade e a adequação da manutenção da prisão, especialmente diante da possibilidade de aplicação de medidas cautelares. "Ressalta-se, ainda, que eventuais acusações de irregularidades praticadas no exercício da função pública devem ser individualizadas e comprovadas mediante elementos concretos, assegurando-se ao acusado o contraditório e a ampla defesa. A defesa confia na atuação independente do Poder Judiciário e adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para demonstrar a versão dos fatos apresentada por seu cliente", consta na nota.
O que diz a Polícia Civil?
A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que a Corregedoria-Geral investiga os fatos.
Em nota, a corporação afirmou que não compactua com eventuais desvios de conduta de seus servidores e reafirmou o compromisso com uma apuração isenta e rigorosa.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.







