PC descarta sabotagem em furto de cabos da Copasa na Pampulha, em BH
Ação na Pampulha teve foco em furto de fios e alumínio; MPMG avalia investigar série de rompimentos em adutoras da Grande BH

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) descartou, em nota divulgada nesta sexta-feira (18), qualquer indicativo de sabotagem no furto de equipamentos do sistema antiodor de uma adutora da Copasa, localizado na Região da Pampulha, em Belo Horizonte.
A instituição havia instaurado inquérito policial nesta quinta (17) para apurar o crime de furto qualificado e informou que repassará novas informações conforme o avanço das investigações. A reportagem questionou se as demais apurações sobre os rompimentos de adutoras continuam e aguarda retorno.
A abertura do inquérito iniciou após denúncia apresentada na última segunda-feira (14) pela presidente da companhia, Marília Carvalho de Melo, durante reunião no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Na ocasião, a executiva levou à Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) levantamentos iniciais que indicavam a hipótese de interferência externa e proposital na infraestrutura de abastecimento da Grande BH.
A iniciativa da estatal em acionar os órgãos de segurança e de controle busca celeridade no esclarecimento dos fatos. Em nota, a Copasa destacou ter procurado a Procuradoria-Geral de Justiça proativamente para solicitar apoio técnico e preventivo, ressaltando ser a principal interessada em garantir a integridade do sistema e a continuidade dos serviços prestados à população.
A suspeita da companhia fundamenta-se em uma série de quatro rompimentos consecutivos de adutoras registrados entre agosto e setembro, além de episódios de vandalismo na capital e em Contagem:
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19 de agosto: a primeira ocorrência foi registrada na Rua Xapuri, no Bairro Nova Granada, Região Oeste de BH. O vazamento de grande porte causou alagamentos de vias e invadiu residências.
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4 de setembro: O sistema antiodor da Lagoa da Pampulha sofreu vandalismo, com furto de cabos e danos em peças do equipamento.
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5 de setembro: uma segunda adutora se rompeu na Praça Guimarães Rosa, no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste da capital.
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7 de setembro: no feriado, o terceiro rompimento atingiu o Bairro Milionários, na Região do Barreiro.
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8 de setembro: o episódio ocorreu às margens da BR-040, no Bairro Kennedy, em Contagem, na Região Metropolitana.
A reunião no Ministério Público contou com a presença dos promotores Giovani Avelar Oliveira, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e Thiago Augusto Vale Lauria, da Coordenadoria Estadual de Investigação Criminal e Articulação Policial (Coeic). A Copasa comprometeu-se a repassar todo o acervo de informações técnicas e relatórios preliminares colhidos internamente.
A partir da análise desse material, o MPMG também avaliará a abertura de uma frente de investigação criminal própria para apurar os fatos e identificar eventuais responsáveis.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.




