Itatiaia

PC descarta sabotagem em furto de cabos da Copasa na Pampulha, em BH

Ação na Pampulha teve foco em furto de fios e alumínio; MPMG avalia investigar série de rompimentos em adutoras da Grande BH

Por e 
Criminosos vandalizam e furtam sistema anti-odor da Copasa na Pampulha, em BH
Criminosos vandalizam e furtam sistema anti-odor da Copasa na Pampulha, em BH • Divulgação/ Copasa

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) descartou, em nota divulgada nesta sexta-feira (18), qualquer indicativo de sabotagem no furto de equipamentos do sistema antiodor de uma adutora da Copasa, localizado na Região da Pampulha, em Belo Horizonte.

A instituição havia instaurado inquérito policial nesta quinta (17) para apurar o crime de furto qualificado e informou que repassará novas informações conforme o avanço das investigações. A reportagem questionou se as demais apurações sobre os rompimentos de adutoras continuam e aguarda retorno.

A abertura do inquérito iniciou após denúncia apresentada na última segunda-feira (14) pela presidente da companhia, Marília Carvalho de Melo, durante reunião no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Na ocasião, a executiva levou à Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) levantamentos iniciais que indicavam a hipótese de interferência externa e proposital na infraestrutura de abastecimento da Grande BH.

A iniciativa da estatal em acionar os órgãos de segurança e de controle busca celeridade no esclarecimento dos fatos. Em nota, a Copasa destacou ter procurado a Procuradoria-Geral de Justiça proativamente para solicitar apoio técnico e preventivo, ressaltando ser a principal interessada em garantir a integridade do sistema e a continuidade dos serviços prestados à população.

A suspeita da companhia fundamenta-se em uma série de quatro rompimentos consecutivos de adutoras registrados entre agosto e setembro, além de episódios de vandalismo na capital e em Contagem:

A reunião no Ministério Público contou com a presença dos promotores Giovani Avelar Oliveira, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e Thiago Augusto Vale Lauria, da Coordenadoria Estadual de Investigação Criminal e Articulação Policial (Coeic). A Copasa comprometeu-se a repassar todo o acervo de informações técnicas e relatórios preliminares colhidos internamente.

A partir da análise desse material, o MPMG também avaliará a abertura de uma frente de investigação criminal própria para apurar os fatos e identificar eventuais responsáveis.

Por

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

Por

Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

 

 

Belo Horizonte