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Após assembleia, greve nas escolas particulares de BH e RMBH é mantida por tempo indeterminado

Paralisação iniciada na quarta-feira (16) foi motivada pelo impasse nas negociações da campanha salarial entre os professores e os proprietários de instituições de ensino particulares

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De acordo com o Sinpro Minas, mais de 700 professores participaram da assembleia realizada nesta sexta
De acordo com o Sinpro Minas, mais de 700 professores participaram da assembleia realizada nesta sexta • Divulgação/Sinpro Minas

Docentes de escolas particulares de Belo Horizonte e Região Metropolitana decidiram, em assembleia realizada pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas) nesta sexta-feira (18), manter a greve por tempo indeterminado. A medida acontece após os trabalhadores rejeitarem propostas relacionadas à divisão da convenção coletiva. A paralisação foi anunciada em 10 de setembro e iniciada no dia 16.

A greve foi motivada pelo impasse nas negociações da campanha salarial entre os professores e os proprietários de instituições de ensino particulares. A proposta recusada envolve a divisão da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), documento que define os direitos da categoria, como salários e demais benefícios, em duas partes: uma para a educação básica e outra para o ensino superior.

Entretanto, os docentes defendem a renovação da atual convenção, além de um reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). De acordo com o Sinpro Minas, mais de 700 professores participaram da assembleia realizada nesta sexta.

Ainda está previsto que a categoria se reúna, mais uma vez, na próxima terça-feira (22), às 9h30, no auditório da Fundação de Educação, Artes e Cultura (Fundac), para avaliar a continuidade da paralisação. Antes, uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) está marcada para segunda-feira (21).

Na data, os professores vão realizar um ato em frente ao TRT para "manifestar a insatisfação da categoria com a postura patronal", divulgou o sindicato — indicando que a divisão da Convenção Coletiva de Trabalho "enfraquece a capacidade de negociação coletiva e abre espaço a novos ataques e conquistas históricas, como as bolsas de estudos e a isonomia salarial".

Defesa de conquistas históricas

Para a presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato, há uma dificuldade por parte do patronal em negociar. "Eles querem impor essa condição, que é extremamente prejudicial à categoria. (...) Vale lembrar que, nas primeiras rodadas de negociação, os professores apresentaram uma pauta de reivindicações com mais de 10 pontos de valorização da carreira docente, além de ganho real, e, para que as discussões avançassem, passamos a defender apenas a renovação da convenção sem mudanças e o reajuste pelo índice da inflação", declarou.

Morato ainda apontou que a paralisação é uma forma de defender conquistas históricas da categoria, como as férias coletivas, o adicional extraclasse e a isonomia salarial. "Estamos diante de uma tentativa de dividir uma categoria que historicamente construiu sua força por meio da unidade. E, como estamos sem convenção assinada, há escolas que já não estão aplicando nossos direitos, entre eles as bolsas de estudos, em total desrespeito a quem dedica uma vida à sala de aula", disse.

Próximos passos

A paralisação da categoria foi anunciada em uma assembleia realizada no dia 10 de setembro. Na última quarta-feira (16), a greve começou e, na mesma data, os professores se reuniram novamente para avaliar a continuidade do movimento e possibilidade de iniciar uma greve por tempo indeterminado.

Nesta sexta-feira (18), os docentes realizaram uma nova assembleia. Confira, abaixo, os próximos passos, segundo divulgado pelo Sinpro Minas:

  • Segunda-feira (21): audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT);
  • Terça-feira (22): assembleia para avaliar a continuidade da paralisação.
Professores da rede particular em assembleia que decidiu início da greve, em 10 de setembro de 2026 • Sinpro Minas/Divulgação
Professores da rede particular em assembleia que decidiu início da greve, em 10 de setembro de 2026 • Sinpro Minas/Divulgação
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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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