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Copasa aponta possível sabotagem após rompimentos de adutoras na Grande BH

Companhia levou suspeita ao Ministério Público; casos ocorreram entre agosto e setembro e empresa também identificou danos no sistema antiodor da Lagoa da Pampulha

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Em menos de 20 dias, três adutoras da Copasa se romperam • Reprodução

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) levantou a hipótese de que os quatro rompimentos consecutivos de adutoras em Belo Horizonte e na Região Metropolitana tenham sido provocados por sabotagem. A suspeita foi apresentada ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) durante uma reunião nessa segunda-feira (14), em Belo Horizonte.

A presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, esteve na sede da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC), onde apresentou ao Ministério Público informações de levantamentos iniciais feitos pela própria companhia.

Além dos rompimentos, a Copasa informou ter identificado danos no sistema antiodor da Lagoa da Pampulha. Segundo a empresa, cabos foram furtados e outras peças do equipamento foram danificadas.

Segundo o MPMG, a Copasa informou que vai repassar ao órgão as informações já levantadas. A partir da análise do material, o Ministério Público poderá abrir uma investigação criminal para apurar os episódios.

Quatro rompimentos em menos de um mês

Adutora na Rua Caetano Pirri, no bairro Milionários/ vazamento em uma rede às margens da BR-040 • Reprodução
Adutora na Rua Caetano Pirri, no bairro Milionários/ vazamento em uma rede às margens da BR-040 • Reprodução
  1. O primeiro rompimento ocorreu na madrugada de 19 de agosto, na rua Xapuri, no bairro Nova Granada, na região Oeste de Belo Horizonte. O vazamento provocou alagamentos de ruas e chegou a invadir imóveis;
  2. O segundo caso foi registrado em 5 de setembro, na Praça Guimarães Rosa, no bairro Cidade Nova, na região Nordeste da capital;
  3. Dois dias depois, no feriado de 7 de setembro, outra adutora se rompeu no bairro Milionários, na região do Barreiro;
  4. O quarto caso ocorreu às margens da BR-040, no bairro Kennedy, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte;
  5. Cabos do sistema antiodor da Lagoa da Pampulha foram furtados;

Sistema antiodor da Pampulha também foi danificado

Paralelamente aos rompimentos, o sistema antiodor instalado na Lagoa da Pampulha também teve o funcionamento comprometido.

De acordo com a Copasa, cabos foram furtados e outras peças do equipamento foram danificadas. O problema foi identificado durante uma vistoria técnica realizada em 8 de setembro.

O sistema fica localizado nas proximidades do Aeroporto da Pampulha.

O material reunido pela Copasa será analisado pelo Ministério Público, que poderá decidir pela abertura de uma investigação para verificar se os episódios têm relação entre si e se houve prática criminosa.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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