Itatiaia

Trabalhadores da manutenção do Hospital João XXIII, em BH, protestam por atraso de salário

Relato enviado à reportagem da Itatiaia denuncia que funcionários também estão sem receber benefícios como vale-alimentação e vale-refeição; Fhemig indica que empresa contratada é responsável pelos pagamentos

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Denunciante também indicou que os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estão atrasados.
Denunciante também indicou que os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estão atrasados. • Imagem cedida à Itatiaia

Trabalhadores que atuam na manutenção do Hospital João XXIII, localizado no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, realizaram, nesta terça-feira (15), uma manifestação denunciando atrasos nos pagamentos dos salários e benefícios.

Em um relato enviado à reportagem da Itatiaia, um trabalhador, que não será identificado, afirmou que há funcionários que, além dos salários atrasados, estão sem receber benefícios como vale-alimentação e vale-refeição. O denunciante também indicou que os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estão atrasados.

O funcionário disse, ainda, que a empresa responsável pelo serviço também não está fornecendo materiais necessários para a realização das atividades de manutenção. Imagens enviadas à reportagem mostram parte do sistema elétrico — como tomadas e lâmpadas — danificadas.

• Imagens cedidas à Itatiaia
• Imagens cedidas à Itatiaia

A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou, em nota enviada à Itatiaia, que "os servidores paralisados não são da Fundação e sim de empresa contratada, vencedora de licitação" — indicando que a Fhemig "está em dia com os aportes financeiros e exerce fiscalização ativa e permanente sobre o contrato".

"Os vínculos empregatícios mantidos entre a referida empresa de manutenção e seus colaboradores constituem relação jurídica exclusiva da contratada, a quem cabe o pagamento tempestivo de salários, férias, benefícios e encargos trabalhistas, previdenciários e fiscais, bem como das demais obrigações decorrentes da legislação aplicável e dos acordos ou convenções coletivas de trabalho", diz a nota.

A Fhemig finalizou afirmando que está em contato com a empresa e "adotará as medidas cabíveis previstas no contrato".

Empresa indica 'dificuldades financeiras'

Em nota enviada à reportagem, a Cetus Construtora — empresa responsável pelos trabalhadores — afirmou que enfrenta dificuldades financeiras que têm impactado diretamente o fluxo de caixa e, consequentemente o cumprimento de "algumas obrigações nos prazos originalmente previstos.

"A empresa reconhece a preocupação dos trabalhadores e informa que está empenhada na adoção das medidas necessárias para regularizar a situação com a maior brevidade possível", escreveu.

Confira, abaixo, o comunicado completo:

"Em atenção aos questionamentos encaminhados, a Cetus Construtora esclarece que a situação relatada está relacionada à execução do Contrato nº 9404356/2023, celebrado entre a Fhemig e o Consórcio do qual a empresa faz parte.

A Cetus vem enfrentando dificuldades financeiras que têm impactado seu fluxo de caixa e, consequentemente, o cumprimento de algumas obrigações nos prazos originalmente previstos. A empresa reconhece a preocupação dos trabalhadores e informa que está empenhada na adoção das medidas necessárias para regularizar a situação com a maior brevidade possível.

No âmbito da execução contratual, a empresa tem mantido interlocução com a Administração e apresentado as questões que, em sua avaliação, têm contribuído para o atual cenário, entre elas os procedimentos administrativos relacionados à execução do contrato, os prazos e a dinâmica dos pagamentos e os impactos decorrentes do fracionamento desses valores sobre o fluxo de caixa da operação.

A situação também foi levada ao conhecimento da Presidência da Fhemig, e a Cetus vem buscando, junto aos responsáveis pela gestão e fiscalização do contrato, alternativas que contribuam para a regularização dos pagamentos e para o adequado andamento da execução contratual.

A empresa ressalta que está ciente de suas responsabilidades trabalhistas e que a regularização das pendências com os trabalhadores é tratada como prioridade. Paralelamente, mantém diálogo com os representantes do Consórcio e com a contratante, buscando soluções que permitam restabelecer a normalidade financeira da operação e assegurar a continuidade dos serviços.

A Cetus permanece à disposição para os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a regularização da situação, com seus trabalhadores e com o cumprimento das obrigações assumidas no âmbito do contrato.

Atenciosamente,

Cetus Construtora".

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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