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Indiciado por feminicídio ligou da cadeia em tom de deboche para família da vítima

Segundo inquérito, Daniel Soares teria telefonado pelo menos duas vezes para familiares da ex-namorada, que tinha medida protetiva contra ele

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Ana Letícia Ramos de Souza, de 26 anos, tinha medida protetiva contra o suspeito e foi morta no dia 26 de agosto no bairro Independência • Imagens cedidas à Itatiaia

Indiciado pelo feminicídio da ex-namorada, Ana Letícia Ramos de Souza, de 26 anos, Daniel Soares de Oliveira, conhecido como “Galinha”, teria ligado de dentro da cadeia para familiares da vítima e pedido desculpas em tom irônico e de deboche, segundo informações do inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais.

De acordo com a investigação, Daniel teria feito pelo menos duas ligações para a família de Ana Letícia depois de ser preso. O comportamento relatado no inquérito deverá ser apurado também pela Polícia Penal.

Ana Letícia foi morta a tiros em 26 de agosto, no bairro Independência, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Ela tinha uma medida protetiva contra o ex-namorado e, segundo familiares e amigos ouvidos na investigação, já havia manifestado diversas vezes o medo de ser assassinada.

Ex-namorado foi indiciado por feminicídio

O Núcleo Especializado em Investigação de Feminicídio (NEIV), do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), indiciou Daniel por feminicídio majorado.

Entre as qualificadoras apontadas pela investigação está o fato de Ana Letícia ser mãe de dois filhos pequenos e o uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

A perícia realizada no local indicou que Ana Letícia provavelmente estava sentada na cama quando foi atingida pelos disparos.

Após o crime, Daniel também foi atingido por um disparo na perna. Ele teria se escondido na casa de um conhecido, mas acabou localizado e preso por militares do GEpar 12, do 41º Batalhão da Polícia Militar.

Depois da prisão, ele foi levado para atendimento na UPA Barreiro.

Investigação aponta histórico de agressões

O inquérito também reúne relatos de diversas agressões anteriores contra Ana Letícia.

Segundo a investigação, Daniel teria utilizado diferentes objetos durante os episódios de violência, incluindo pedaços de madeira, instrumentos cortantes e objetos quentes.

Um dos episódios descritos no inquérito envolve a filha do casal, ainda bebê. Conforme o relato, Daniel teria apontado uma arma de fogo para a criança. Ana Letícia teria se colocado na frente da filha para protegê-la e acabou sendo agredida na testa.

Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil pediu a manutenção da prisão preventiva de Daniel.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

 

 

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