PC abre inquérito para investigar suspeita de sabotagem em adutoras da Copasa
Investigação foi instaurada após quatro rombos em tubulações e danos ao sistema antiodor da Lagoa da Pampulha

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou um inquérito para apurar a suspeita de sabotagem em tubulações da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em nota divulgada nesta quinta-feira (17), a corporação confirmou o início das investigações sobre a denúncia e informou que detalhes adicionais serão repassados com o avanço dos trabalhos policiais.
A investigação começou após a denúncia apresentada na última segunda-feira (14) pela presidente da companhia, Marília Carvalho de Melo, durante reunião no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Na ocasião, a executiva levou à Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) levantamentos iniciais que indicam a hipótese de interferência externa e proposital na infraestrutura de abastecimento da Grande BH.
A iniciativa da estatal em acionar os órgãos de segurança e de controle busca celeridade no esclarecimento dos fatos. Em nota, a Copasa destacou ter procurado a Procuradoria-Geral de Justiça proativamente para solicitar apoio técnico e preventivo, ressaltando ser a principal interessada em garantir a integridade do sistema e a continuidade dos serviços prestados à população.
Sequência de rompimentos e atos de vandalismo na Grande BH
A suspeita da companhia fundamenta-se em uma série de quatro rompimentos consecutivos de adutoras registrados entre agosto e setembro, além de episódios de vandalismo na capital e em Contagem:
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19 de agosto: a primeira ocorrência foi registrada na Rua Xapuri, no Bairro Nova Granada, Região Oeste de BH. O vazamento de grande porte causou alagamentos de vias e invadiu residências.
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4 de setembro: O sistema antiodor da Lagoa da Pampulha sofreu vandalismo, com furto de cabos e danos em peças do equipamento.
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5 de setembro: uma segunda adutora se rompeu na Praça Guimarães Rosa, no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste da capital.
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7 de setembro: no feriado, o terceiro rompimento atingiu o Bairro Milionários, na Região do Barreiro.
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8 de setembro: o episódio ocorreu às margens da BR-040, no Bairro Kennedy, em Contagem, na Região Metropolitana.
MPMG analisa material para apuração criminal
A reunião no Ministério Público contou com a presença dos promotores Giovani Avelar Oliveira, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e Thiago Augusto Vale Lauria, da Coordenadoria Estadual de Investigação Criminal e Articulação Policial (Coeic).
A Copasa comprometeu-se a repassar todo o acervo de informações técnicas e relatórios preliminares colhidos internamente. A partir da análise desse material, o MPMG também avaliará a abertura de uma frente de investigação criminal própria para apurar os fatos e identificar eventuais responsáveis.
Veja nota da Copasa na íntegra:
"Em atenção às matérias veiculadas sobre a reunião realizada na sede do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Copasa esclarece que procurou proativamente a Procuradoria-Geral de Justiça para solicitar o apoio institucional e a cooperação do órgão no acompanhamento técnico e preventivo das apurações sobre as recentes ocorrências em adutoras da Região Metropolitana de Belo Horizonte, principalmente após o sistema antiodor da Lagoa da Pampulha ser vandalizado no último dia 4 de setembro.
Como principal interessada na preservação de suas estruturas e na garantia da segurança do abastecimento de água à população, a Companhia tomou a iniciativa de buscar a parceria do MPMG para somar esforços com os órgãos de controle e de segurança pública. O objetivo da aproximação é assegurar total transparência e celeridade na verificação das causas dos episódios — identificando se decorrem de fatores operacionais ou de eventuais interferências externas —, resguardando a integridade do sistema de saneamento e a continuidade dos serviços prestados aos mineiros".
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.




