Diarista que matou casal de idosos em BH não delirou durante o crime, afirmam peritos
Paola Stefany Neto Cirino foi presa em 1º de julho suspeita de matar Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio; crime foi cometido no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte

O laudo pericial de sanidade mental de Paola Stefany Neto Cirino, finalizado nesta quinta-feira (17), concluiu que a diarista não sofreu delírios, alucinações ou alterações graves do humor quando matou um casal de idosos em Belo Horizonte. Os documentos do processo, que está sob sigilo judicial, foram obtidos pela Itatiaia.
O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas, localizado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul. Paola Stefany confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.
A diarista passou pelos exames nessa segunda-feira (14), após o Tribunal de Justiça (TJMG) acolher o requerimento de instauração de incidente de insanidade mental.
Durante a entrevista pericial, a ré alegou que ouviu vozes e viu vultos que a induziram a cometer o crime e detalhou a dinâmica dos assassinatos e da fuga.
Os peritos concluíram que, à época dos fatos, Paola Stefany era capaz de entender o caráter criminoso do fato, mas confirmaram que ela sofria de uso nocivo de remédios, transtorno do jogo patológico e acentuação de traços de personalidade.
"Não foram identificados elementos clínicos que preencham critérios diagnósticos operacionais para transtornos psicóticos (esquizofrenia, transtorno delirante ou transtorno esquizoafetivo) ou mesmo transtorno do humor com sintomas psicóticos", escreveram os médicos.
Além disso, os especialistas analisaram que a diarista se portou durante o exame "de forma teatralizada e inconsistente no relato de sua patologia".
"O seu estado mental, em praticamente todo o período de entrevista, que durou cerca de 2 horas, foi de completa organização psíquica, com coerência lógica das ideias e ausência de qualquer alteração senso perceptiva verdadeira", destacaram.
Não houve interferência de delírios, alucinações ou alterações graves do humor na apreciação das circunstâncias e da ilicitude dos fatos
Relembre o caso
Paola Stefany Neto Cirino confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal.
A investigada estava no primeiro dia de trabalho no local após ser indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar o serviço. Durante o almoço, ela bateu alguns comprimidos no liquidificador ao preparar um suco e dopou o casal. Cláudio Atala Inácio dormiu no quarto, enquanto Maria Clotilde dormiu na sala.
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Ela matou o casal com diversas facadas, tomou banho, trocou de roupa e foi negociar os bens roubados no Centro de Belo Horizonte. A mulher foi presa em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na noite de 1º de julho.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.




