Policial civil suspeito de 'plantar' droga durante ocorrência em BH vai continuar preso
Agente foi preso em operação da Corregedoria-Geral de Polícia Civil; outros dois policiais são procurados

Um dos policiais civis suspeitos de forjar provas durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Pampulha, em Belo Horizonte, vai continuar preso. A prisão dele, que havia sido determinada por um mandado, foi mantida após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (15). Além dele, outros dois policiais são investigados, mas ainda são procurados.
Na audiência de custódia, foi verificado se o mandado de prisão foi cumprido corretamente e se os direitos do acusado foram respeitados. Em seguida, o processo foi encaminhado para a vara que expediu o mandado de prisão contra o homem.
Operação
A Corregedoria-Geral de Polícia Civil deflagrou, nessa segunda-feira (14), uma operação contra três policiais suspeitos de forjar provas durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Pampulha. De acordo com fontes ouvidas pela Itatiaia, os policiais civis teriam colocado uma barra de maconha na casa de um conselheiro tutelar em uma operação realizada em 7 de agosto.
O conselheiro tutelar e o filho dele foram presos em flagrante sob a suspeita de tráfico de drogas e continuam detidos preventivamente desde então.
O mandado de busca e apreensão contra pai e filho determinou que os agentes filmassem a ação. As imagens, obtidas pela reportagem, levantam a suspeita de que um dos policiais tenha entrado com a droga escondida na perna e "plantado" o material dentro da casa dos alvos.
Em entrevista à Itatiaia, o advogado criminalista Nathan Nunes, que defende a família do conselheiro tutelar, sustentou que a atuação dos policiais civis foi marcada por uma "série de irregularidades". "A defesa já impetrou pedidos de liberdade. Nós estamos aguardando tão somente o procedimento da Justiça para que haja uma decisão quanto antes no que diz respeito à revogação dessa prisão, com base nesse fato novo que se insurgiu, desse vídeo que aportou aos autos do inquérito", destacou.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou que a Corregedoria-Geral de Polícia Civil investiga os fatos. "A PCMG não coaduna com eventuais desvios de conduta de seus servidores e reafirma o compromisso com a apuração isenta e rigorosa", afirmou a instituição.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.





