'Cena grotesca', diz delegado sobre idosos mortos esfaqueados no São Pedro, em BH
Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio foram encontrados mortos nessa terça-feira (30); diarista é apontada como a suspeita do crime

A Polícia Civil (PCMG) concedeu uma entrevista coletiva na noite desta quarta-feira (1º) para apresentar os detalhes das investigações sobre o caso do casal de idosos mortos esfaqueados no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Eles foram assassinados dentro do apartamento onde moravam. O homem sofreu 17 facadas, e a mulher foi golpeada sete vezes.
Durante a entrevista, os policiais civis reforçaram a gravidade e a brutalidade do crime. O delegado Felipe Freitas, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), chamou a cena de "grotesca".
"A equipe esteve no local. A cena foi grotesca. Muito sangue pela casa afora. Foi de uma extrema barbárie e violência a forma como os dois idosos foram assassinados", relatou.
Gustavo Barletta, delegado do Depatri, também se surpreendeu com a barbaridade do caso.
"Trata-se de uma cena que a gente fica bem comovido. Uma residência, onde a gente acha que está seguro e onde está o nosso local de descanso. A gente chega lá e verifica que foi, realmente, uma barbaridade. Muito sangue, muita coisa espalhada", afirmou.
Diarista é apontada como suspeita do crime
Os corpos foram encontrados na tarde dessa terça-feira (30) pelo filho das vítimas. De acordo com o boletim de ocorrência, informações preliminares apontaram que o crime foi cometido na tarde dessa segunda-feira (29).
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar (PMMG) identificou uma suspeita e tentou procurá-la. A investigada é uma mulher de 30 anos que trabalhava como diarista na casa dos idosos.
No entanto, a mulher não foi encontrada. Familiares informaram aos policiais que ela buscou o filho em casa, juntou pertences e disse que viajaria ao Espírito Santo.
A Polícia Civil afirmou que "as evidências apontam para um suposto crime de latrocínio", mas que não descarta nenhuma outra linha investigativa.
Segundo familiares, foram roubados uma coleção de relógios, joias, dinheiro em espécie, os celulares do casal e uma bolsa de grife.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



