Sete anos após o rompimento da barragem em Brumadinho, a Vale registrou avanços no cronograma de recuperação da região. Até dezembro de 2025, a mineradora alcançou a marca de 81% de execução econômica do Acordo Judicial de Reparação Integral.
O balanço aponta que, além das obrigações firmadas com o poder público em 2021, a empresa destinou R$ 4 bilhões ao pagamento de indenizações cíveis e trabalhistas, contemplando mais de 17,5 mil pessoas em processos que correm paralelamente ao acordo principal.
No campo da segurança de infraestrutura, a mineradora atingiu um marco simbólico em agosto de 2024 ao eliminar a última estrutura em nível máximo de emergência de seu inventário, após a redução do nível de alerta da barragem Forquilha 3, em Ouro Preto.
O Programa de Descaracterização de Estruturas a Montante encerrou 2025 com 63% de conclusão, tendo desativado 19 das 30 unidades previstas.
A estratégia de recuperação ambiental também apresentou resultados concretos no último ano. A remoção do maior volume de rejeitos nos primeiros dois quilômetros do Rio Paraopeba foi finalizada, com previsão de concluir o trecho seguinte até o final do primeiro trimestre de 2026.
O monitoramento atual, realizado em 95 pontos de qualidade da água e 200 pontos de biodiversidade, indica que os índices de saúde da fauna e flora na bacia já se assemelham aos níveis registrados antes da tragédia. Até o momento, 240 hectares de Mata Atlântica foram recuperados com o plantio de 300 mil mudas nativas.
Para reduzir a dependência econômica da mineração, o plano de reparação foca na diversificação produtiva e no turismo. O Programa de Turismo de Brumadinho, premiado nacionalmente em 2025, estruturou circuitos temáticos e o catálogo “Céu de Montanhas”, que reúne 38 empreendimentos locais.
Complementarmente, a Vale investe na modernização tecnológica da região por meio do Projeto Brumadinho Digital, que visa universalizar a cobertura 4G no município, e na construção de um Parque de Desenvolvimento Econômico para atrair novos investimentos e capacitar a mão de obra local.
No setor de infraestrutura e assistência, os números detalham a magnitude das ações: 4,4 bilhões de litros de água potável foram entregues e 100 poços foram reativados para garantir o abastecimento. O Acordo de Reparação também viabilizou a entrega de mais de 125 mil equipamentos de saúde, o apoio a centenas de produtores rurais e a instalação de 112 usinas fotovoltaicas.
A participação popular tem sido o pilar dessas entregas, com mais de 1.400 reuniões realizadas entre a empresa e os moradores atingidos nos últimos três anos, consolidando um modelo de gestão que busca transparência e proximidade com a população afetada.