Andreia Maria do Vale, avó de
“Passamos esse perrengue. Eu estou virada desde às duas horas da tarde do dia em que a Alice sumiu, mas graças a Deus, hoje a gente vem aqui para agradecer”, disse Andreia, mencionando o Corpo de Bombeiros, as polícias Militar e Civil, a Defesa Civil, além dos populares e voluntários que apoiaram nas buscas, e as autoridades políticas.
“A gente não sabia que tinha esse elo enorme com a comunidade. Hora nenhuma a gente ficou desamparado. Tinham mais ou menos 200 voluntários andando pela mata à noite”, relatou a avó.
Suspeita de rapto
Ela acredita que Alice tenha sido raptada. “Ela não desceu para o mato, ela não por lá. Eu convivo com ela, eu sei. Ela nunca desceu na mata, alguém pegou ela aqui”, suspeitou Andreia. “Mas isso é uma coisa que a gente perdoa, não estou aqui para julgar ninguém, de coração”, completou.
Segundo ela, a menina está bem, medicada e descansando. “Estamos com a Alice um pouquinho abatida, cansada, uns arranhões na perna somente. Estava com um espinho no pé, mas está intacta. Comeu, chupou pirulito, almoçou”, contou a avó.
O caso
O desaparecimento de
Imediatamente, familiares, vizinhos e equipes de segurança pública se mobilizaram. A mãe, Karine Maciel,
Nas redes sociais, a
Ao longo de três dias, as buscas ocorreram de forma ininterrupta, com a participação de 12 guarnições do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, além de cães farejadores, drones com câmeras térmicas, policiais, voluntários e equipes da Defesa Civil.
O desfecho ocorreu ainda neste sábado (31), quando o Corpo de Bombeiros confirmou a informação. Um vídeo emocionante registrou o momento em que Alice foi encontrada viva em uma estrada, a cerca de 5 km da casa da avó, em um pasto, e entregue à mãe.
O reencontro emocionou familiares e membros da comunidade, que comemoraram ao constatar que se tratava realmente de Alice.