Alerta de risco de deslizamentos e desmoronamentos em BH é renovado até quinta (8)

Em caso de risco, a orientação é sair do imóvel e acionar a Defesa Civil; veja recomendações

Bombeiros atenderam ocorrência na rua Izaura Posedonio, 309, no bairro Paraíso

Em razão do volume de chuvas registrado nos últimos dias e da previsão de novas precipitações, todas as regionais de Belo Horizonte estão em risco geológico forte até as 10h de quinta-feira (8).

A orientação da Defesa Civil é redobrar a atenção para a saturação do solo e para sinais de risco, como trincas, inclinação de muros, deslizamentos e possibilidade de desabamentos. Ao identificar qualquer indício de perigo, a recomendação é sair imediatamente do imóvel e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199. Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros deve ser chamado pelo 193.

Sinais de que deslizamentos podem acontecer

  • Trinca nas paredes.
  • Água empoçando no quintal.
  • Portas e janelas emperrando.
  • Rachaduras no solo.
  • Água minando da base do barranco.
  • Inclinação de poste ou árvores.
  • Muros e paredes estufados.
  • Estalos.

Recomendações

  • Não faça cortes muito altos e inclinados nos barrancos.
  • Coloque calha no telhado da sua casa.
  • Conserte vazamentos em reservatórios e caixas-d’água.
  • Não jogue lixo ou entulho na encosta.
  • Não despeje esgoto nos barrancos.
  • Não faça queimadas.

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Até as 15h dessa segunda-feira, no último dado atualizado, três regionais de Belo Horizonte já haviam ultrapassado 50% da média de chuva esperada para todo o mês de janeiro, acumulada em apenas cinco dias:

Na regional Centro-Sul, o volume chegou a 180,0 milímetros, o que corresponde a 54,4% do previsto para o mês. Já na regional Oeste, o acumulado foi de 174,2 mm (52,6%), enquanto a regional Noroeste registrou 171,4 mm, equivalente a 51,8% da média mensal.

Conforme a Itatiaia mostrou, a meteorologista Anete Fernandes, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explicou que as chuvas são provocadas pela Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). O fenômeno ocorre quando uma frente fria permanece estacionada no litoral do Sudeste e se encontra com a umidade vinda da região amazônica.

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A principal característica desse sistema é a persistência da chuva por vários dias, seja em pancadas ao longo do dia ou em forma de garoa fina e contínua.

Segundo Anete Fernandes, ainda não é possível afirmar se janeiro vai superar a média histórica de chuvas.

“Se tivermos outros episódios de ZCAS ao longo do mês, podemos atingir ou até ultrapassar a média, mas não há como afirmar neste momento. É necessário acompanhar a evolução ao longo do mês”, explicou.

A meteorologista destacou ainda que Belo Horizonte deve passar alguns dias sem chuva, a partir desta quarta-feira (7), sem previsão de nova onda de calor.

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