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Peeling de fenol: Justiça decide nesta sexta (11) se dona de clínica vai a júri popular; relembre o caso

Natália Becker vai passar por audiência, às 13h, em São Paulo, que vai determinar se ela irá ou não a júri popular pelo homicídio do empresário Henrique da Silva Chagas

A influencer e esteticista Natália Fabiana de Freitas Antônio, conhecida como Natália Becker, passa nesta sexta (11), às 13h, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona Oeste de São Paulo, por uma audiência que vai definir se ela vai ou não a júri popular pelo homicídio de Henrique da Silva Chagas, de 27 anos, em junho de 2024.

O empresário morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória decorrência de “edema pulmonar agudo” ao inalar fenol durante peeling na clínica de Natália. A substância, que é corrosiva, é usada sobre a pele em tratamentos de rejuvenescimento.

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Inabilitada

Natália não tem formação médica. Por conta disso, é acusada de homicídio simples. A influencer também não possuía equipamentos de primeiros socorros nem preparo para atender intercorrências médicas.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia afirma que o peeling de fenol, em qualquer concentração, deve ser manipulado por um médico, em centro cirúrgico ou clínica com ambiente hospitalar, e com monitoramento dos sinais vitais do paciente.

A audiência

A instrução é a fase de produção de provas, em que as testemunhas são ouvidas e outras evidências são apresentadas. Devem ser ouvidos Marcelo Camargo, companheiro da vítima, e Jorge Macedo da Cunha, marido da ré – ambos como testemunhas comuns à defesa e à acusação.

Além deles, vão ser ouvidas duas testemunhas de defesa e três de acusação, bem como a médica do Samu que atendeu a ocorrência e constatou a morte do empresário. Também foram chamados representantes legais da empresa que disponibilizou o curso on-line de peeling de fenol feito por Natália e da farmácia de manipulação que supostamente teria comercializado o produto à base da substância.

No interrogatório, Natália, única ré no processo, será questionada pela acusação e poderá apresentar sua versão dos fatos. Nos debates, os promotores do Ministério Público de São Paulo e a defesa farão suas alegações finais, apresentando os argumentos ao juiz.

No julgamento, o magistrado responsável pelo caso decidirá se há provas suficientes da materialidade do crime e da responsabilidade de Natália sobre o homicídio. O juiz não decidirá se ela será condenada ou absolvida, e sim se deve passar pelo Tribunal do Júri, em nova audiência a ser designada. Somente os jurados decidirão pela culpa da ré.

Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduando em política e relações internacionais. Tem mais de 12 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, onde nasceu, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.