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Pai de Juliana Marins, que caiu próximo a vulcão na Indonésia, pede oração e embarca para o país

Manoel Marins precisou atrasar a viagem devido aos ataques no Oriente Médio; Juliana Marins é de Niterói e estava em um mochilão pela Ásia desde fevereiro

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Manoel Marins Filho, saiu de Lisboa, em Portugal, em um voo para Bali, na Indonésia, nesta terça-feira (24).
Manoel Marins ao lado da filha Juliana • Reprodução | Redes Sociais

O pai de Juliana Marins, jovem que caiu em um penhasco na trilha no Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, no último sábado (21), confirmou que está a caminho do país, durante a manhã desta terça-feira (24) e pediu orações para a filha ser encontrada viva. Manoel Marins Filho saiu de Lisboa, em Portugal, em um voo para Bali, na Indonésia, nessa segunda-feira (23).

A viagem durou mais tempo do que o esperado, já que o voo deveria passar pelo espaço aéreo do Catar, no qual foi fechado devido aos ataques no Oriente Médio.

Em um vídeo, ele detalha: "Estamos embarcando agora para Bali, prestes a entrar no avião. São praticamente 10 horas de voo daqui até lá. Quero pedir que vocês sigam orando pelo resgate da Juliana, que ela esteja bem e possa voltar conosco para o Brasil. Sã e salva. Obrigada por tudo”, disse ele.

As tentativas de busca e resgate não tiveram sucesso até agora devido ao terreno extremo e ao clima nebuloso, de acordo com autoridades indonésias. Durante a madrugada, por meio das redes sociais, a família da carioca disse que “a equipe de resgate desceu 400 m, mas estimam que a localização de Juliana ainda está a uns 650 m de distância. Ela estava bem mais longe do que estimaram ontem”.

O guia que acompanhava Juliana Marins, negou ter abandonado a publicitária antes do acidente. “Na verdade, eu não a deixei, mas esperei três minutos na frente dela. Depois de uns 15 ou 30 minutos, a Juliana não apareceu. Procurei por ela no último local de descanso, mas não a encontrei. Eu disse que a esperaria à frente. Eu disse para ela descansar. Percebi [que ela havia caído] quando vi a luz de uma lanterna em um barranco a uns 150 metros de profundidade e ouvi a voz da Juliana pedindo socorro. Eu disse que iria ajudá-la”, afirmou Musthofa que atua como guia na região desde novembro de 2023.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.