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Operações contra garimpo ilegal na Terra Yanomami causam prejuízo de R$ 67 milhões

Balanço do governo federal aponta 1.391 operações entre julho e outubro, com destruição de aeronaves, pistas clandestinas, acampamentos e toneladas de minério, além da apreensão de mercúrio e combustíveis utilizados pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

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Operações contra garimpo ilegal na Terra Yanomami somam mais de 1,3 mil ações em quatro meses e causam prejuízo de R$ 67 milhões
Operações contra garimpo ilegal na Terra Yanomami somam mais de 1,3 mil ações em quatro meses e causam prejuízo de R$ 67 milhões • EBC / Divulgação

As forças federais intensificaram o combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, e realizaram 1.391 operações entre julho e outubro de 2026. No período, foram destruídas ou apreendidas aeronaves, pistas clandestinas, embarcações, acampamentos e toneladas de minério extraído ilegalmente, causando um prejuízo estimado de R$ 67 milhões às organizações criminosas que atuam na região.

Coordenadas pela Casa de Governo, ligada à Casa Civil da Presidência da República, as ações reuniram diversos órgãos federais e tiveram como foco não apenas os garimpos em atividade, mas também toda a cadeia logística que mantém a exploração ilegal, como rotas de abastecimento, pistas de pouso clandestinas, transporte de combustível e oficinas de manutenção de aeronaves.

Segundo o governo, a estratégia tem permitido manter uma redução de 99% da atividade garimpeira na Terra Yanomami.

Balanço das operações

Entre julho e outubro, as equipes registraram:

  • 1.391 ações de fiscalização e combate;
  • 6 aeronaves inutilizadas e 4 apreendidas;
  • 15 pistas de pouso clandestinas destruídas;
  • 67 acampamentos desmobilizados;
  • 14 balsas e 15 embarcações inutilizadas;
  • 8,8 toneladas de cassiterita retiradas de circulação;
  • 92,8 quilos de mercúrio apreendidos;
  • 12 mil litros de diesel inutilizados;
  • 5.050 litros de gasolina apreendidos.

O prejuízo financeiro estimado ao garimpo ilegal no período chega a R$ 67 milhões. O governo também divulgou o balanço acumulado das ações realizadas desde março de 2024. Nesse intervalo, foram contabilizadas 12.296 operações, com:

  • 66 aeronaves apreendidas ou destruídas;
  • 109 pistas clandestinas inutilizadas;
  • 992 acampamentos desmobilizados;
  • prejuízo estimado de R$ 815 milhões às organizações criminosas.

De acordo com a Casa Civil, a continuidade das operações tem sido fundamental para impedir a retomada da atividade ilegal.

Além da destruição de equipamentos utilizados diretamente na extração de minério, as operações passaram a concentrar esforços na interrupção da logística que abastece os garimpos. As equipes realizaram fiscalizações em:

  • oficinas clandestinas de manutenção de aeronaves;
  • estradas utilizadas para transporte de combustível;
  • pistas de pouso ilegais;
  • rios empregados como rotas de abastecimento;
  • propriedades rurais utilizadas como bases de apoio.

Também foram apreendidos equipamentos de comunicação via satélite, sistemas de navegação (GPS), rádios, armas, munições e grandes quantidades de combustíveis destinados às áreas de exploração ilegal.

Operações se intensificaram mês a mês

Ao longo dos quatro meses, as forças de segurança ampliaram o alcance das ações. Em julho, o foco esteve nas operações fluviais e na interrupção da logística aérea, com destruição de aeronaves, balsas e estruturas de apoio ao garimpo.

Em agosto, as equipes concentraram esforços na apreensão de combustíveis, equipamentos e aeronaves escondidas em áreas rurais próximas à terra indígena, além da inutilização de pistas clandestinas.

Já em setembro, a prioridade foi impedir o transporte de garimpeiros e suprimentos por meio da Operação Pouso Zero, que ocupou pistas clandestinas e resultou na apreensão de grandes quantidades de mercúrio e cassiterita.

Em outubro, as operações ampliaram o combate às oficinas clandestinas de manutenção de aeronaves em Boa Vista e intensificaram a destruição de motores, balsas, embarcações, combustíveis e novas pistas de pouso utilizadas pelas organizações criminosas.

Combate permanente

Segundo o governo federal, as operações continuam mesmo após o período eleitoral e permanecem voltadas à desarticulação das redes responsáveis pelo financiamento e abastecimento do garimpo ilegal.

A estratégia busca impedir que a estrutura criminosa volte a operar em larga escala na Terra Indígena Yanomami, considerada uma das principais áreas de preservação ambiental e de proteção dos povos indígenas no país.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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