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Ministério da Justiça prorroga permanência da Força Nacional na Terra Yanomami

Agentes vão permanecer na região por mais 180 para atuar nas ações de combate ao garimpo ilegal

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FAB lança ajuda ao povo Yanomami pelo céus • Agência Brasil

O Ministério da Justiça e Segurança Pública prorrogou a permanência da Força Nacional na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, por mais 180 dias. A decisão, assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (23).

De acordo com a publicação, a permanência dos agentes na região tem como objetivo auxiliar a Casa Civil na execução do plano para a expulsão dos garimpeiros ilegais que ocupam a área. Na Terra Yanomami, a Força Nacional vai trabalhar junto à Secretaria de Segurança Pública do estado e à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), sob a coordenação da Polícia Federal.

O trabalho do governo na região teve início após uma série de medidas judiciais cobrando da União um plano de proteção ao povo Yanomami, com a expulsão definitiva dos garimpeiros. Em março deste ano, após mais de um ano de operações na região, o Ministério dos Povos Indígenas ainda estimava a presença de, ao menos, 7 mil garimpeiros ilegais no território indígena.

Frango a peso de ouro

Na semana passada, uma operação das forças de segurança do Governo Federal desmantelou acampamentos clandestinos em um garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, revelando preços exorbitantes pagos pelos trabalhadores ilegais para adquirir itens essenciais no isolamento da floresta.

Entre motores, geradores, antenas Starlink e utensílios de cozinha, o que chamou mais a atenção dos agentes foram os cadernos com registros detalhados dos preços de produtos básicos.

Um dos exemplos mais impactantes foi o preço de dois frangos, ao custo de 2 gramas de ouro, o equivalente a R$ 700. Da mesma forma, um pacote de calabresa é vendido por 3 gramas de ouro, ou seja, R$ 1.050.

Segundo a Polícia Federal, o ouro extraído pelos trabalhadores no garimpo ilegal é utilizado como moeda de troca. A grama de ouro está cotada em R$ 350, e, por isso, os produtos de primeira necessidade atingem valores exorbitantes.

No início do mês, a PF cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 834 mil em bens dos investigados. Um dos alvos dessa operação é apontado pela investigação como o responsável pela logística do garimpo. Outro alvo, apontado como um dos financiadores, investia o dinheiro da atividade ilegal na compra de gado.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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