Agressão em Porto de Galinhas: prefeitura proíbe cobrança de consumação mínima

Empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta foram agredidos com socos, chutes e golpes com cadeiras

Barraca em Porto de Galinhas é fechada após agressão a casal de turistas

A Prefeitura de Ipojuca, no Grande Recife, editou um novo decreto que veta a cobrança de consumação mínima em bares e barracas do município. A decisão foi tomada após um episódio de violência envolvendo turistas e comerciantes na praia de Porto de Galinhas, motivado por um desentendimento sobre valores cobrados pelo uso de cadeiras e guarda-sol.

A nova regulamentação altera um decreto municipal de 2018 e passa a aplicar, de forma mais rigorosa no município, as regras previstas no Código de Defesa do Consumidor, que já considera abusiva esse tipo de cobrança.

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O Decreto nº 149 foi assinado pelo prefeito Carlos Santana (Republicanos) na segunda-feira (29), dois dias depois da confusão. Imagens gravadas por testemunhas mostram que os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta foram agredidos com socos, chutes e golpes com cadeiras durante a briga.

Pelo texto, fica expressamente proibida qualquer exigência de valor mínimo para consumo, assim como taxas, multas por não consumir e práticas de venda casada de produtos ou serviços. O descumprimento das regras pode resultar na interdição do estabelecimento e até na cassação do alvará de funcionamento pela Secretaria de Meio Ambiente.

Fiscalização ampliada

A publicação do decreto coincidiu com o anúncio de medidas emergenciais para intensificar a fiscalização na orla e apurar as agressões contra os turistas. Entre as providências adotadas está o fechamento temporário, por uma semana, da barraca onde ocorreu o conflito, além do afastamento dos funcionários envolvidos até o fim das investigações.

O pacote de ações também prevê o aumento do número de agentes da Guarda Municipal e da Secretaria de Meio Ambiente atuando na fiscalização da faixa de areia.

Entenda o caso

Uma confusão envolvendo barraqueiros e um casal de turistas do Mato Grosso ocorreu no sábado (27) na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca (PE), após um desacordo sobre a cobrança pelo uso de cadeiras e guarda-sol.

Trabalhadores da orla divulgaram vídeos nas redes sociais para apresentar sua versão, afirmando que os turistas se recusaram a pagar pelo serviço e que a agressão teria começado após um desentendimento, negando motivação homofóbica.

Já os turistas, os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, alegam que o valor combinado inicialmente era de R$ 50, mas teria sido aumentado para R$ 80 no momento do pagamento.

Segundo eles, ao questionarem a cobrança, foram agredidos por um grupo de ambulantes. Cleiton afirmou ter sofrido ferimentos e precisou passar por exames médicos.

A Polícia Civil de Pernambuco informou que 14 pessoas foram identificadas e devem ser indiciadas. A Prefeitura de Ipojuca suspendeu temporariamente a licença da barraca envolvida, e a governadora Raquel Lyra repudiou o episódio de violência.

O caso segue sob investigação, enquanto o episódio gerou forte repercussão nas redes sociais, com relatos de cobranças abusivas em praias da região.

Estudante de jornalismo pela PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre Cidades, Brasil e Mundo.

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