PF faz operação contra fraudes no INSS no Maranhão
Esquema criminoso teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 4,6 milhões

A Polícia Federal (PF) realiza nesta quarta-feira (8) a operação Recidiva, com o objetivo de reprimir crimes contra o sistema previdenciário. A ação, conduzida pela corporação no Maranhão, teve a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social, e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios (CGACB/INSS).
Estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária nas cidades maranhenses de São Luís, Barreirinhas e Tutóia, além do município de Parnaíba, no Piauí. Também foram deferidas medidas cautelares de quebra dos sigilos bancário e fiscal, além do arresto de bens e do bloqueio de valores dos investigados.
A investigação é um desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, deflagrada em julho de 2025, que apurou a atuação de um grupo criminoso integrado por contadores, que seria responsável pela inserção de vínculos empregatícios inexistentes no sistema “SEFIP/Conectividade Social” – utilizado para a transmissão da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) –, com o objetivo de viabilizar a concessão fraudulenta de benefícios previdenciários.
Nesta fase, foram investigados intermediários responsáveis por cooptar os “clientes”, assim como advogados que atuariam para viabilizar a concessão dos benefícios.
Segundo estimativas da CGINP, o prejuízo decorrente da concessão de 50 benefícios já identificados é de aproximadamente R$ 4,6 milhões. A economia projetada com a futura suspensão desses benefícios, considerando a expectativa de sobrevida divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pode atingir valor equivalente.
Caso confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, falsa identidade, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de capitais.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



