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Empresária que espancou empregada grávida por suposto furto já foi condenada pelo mesmo crime

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa na sexta-feira (8), no Piauí

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Divulgação/ SSP-PI

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, presa por torturar uma empregada doméstica grávida por um suposto furto de anel já foi condenada por esse crime anteriormente, apontou uma reportagem do Fantástico, da TV Globo.

Samara Regina Dutra, de 19 anos, está grávida de cinco meses. Ela foi torturada pela patroa e por um outro homem, identificado como Michael Bruno Lopes Santos, policial militar.

Carolina acusou Samara de ter furtado um anel. Primeiro, ela avisou à empregada sobre o sumiço e pediu para que ela o procurasse. Quando Samara dsse que não o encontrou, Carolina chamou o amigo para pressioná-la.

O policial esteve no local e ameaçou Samara com uma arma. "Ele falava que, se o anel não aparecesse, eu ia levar um tiro", contou Samara.

Samara foi colocada de joelhos pelos torturadores. Ela levou tapas, socos, puxões de cabelo, pisões nos dedos e chegou a ser arrastada.

A empregada encontrou o anel em um cesto de roupas. A patroa pegou o acessório, colocou no dedo e bateu novamente em Samara.

"Ontem (...) eu fui no cesto de roupa suja, eu tirei tudo e nada. Aí na hora que ela abre o cesto de roupa suja, que ela puxa, o anel cai. Ai, gente! Nessa hora... dei tanto nessa mulher! ‘Pensando que é o quê, rapaz? Trabalho minha vida todinha pra conquistar minhas coisas, pra tu vir me roubar?’ Gente, eu dei tanto que minha mão tá inchada. Até hoje o meu dedo já tá roxo", disse Carolina em conversas obtidas pela polícia.

Samara procurou uma amiga que mora no condomínio e foi até a delegacia para registrar Boletim de Ocorrência. Já Carolna foi para o Piauí com a família e, segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado, tudo indica que ela fugiria para o Paraguai com a família.

Histórico judicial extenso

De acordo com o Fantástico, Carolina tem um longo histórico judicial, com processos inclusive por não pagar dívidas.

Ela também tem uma condenação por furto, crime que acusou a empregada.

Um outro processo que ela respondeu foi por calúnia e difamação, após acusar uma ex-babá de furtar uma pulseira de ouro.

A defesa dela não comentou as outras acusações.

Policial afastado

O policial Michael relatou que apenas Carolina agrediu a empregada. Ele afirmou ter deixado o local durante as agressões.

Michael afirmou, ainda, que não estava armado e que não tem permissão para portar arma de fogo há dois anos por problemas psicológicos. Ele nega ter cometido qualquer tipo de agressão.

Carolina conhecia outros policiais

Após Samara registrar B.O, policiais foram até a casa de Carolina. Um deles era conhecido dela e, por isso, não a conduziu até a delegacia.

Dois dos quatro policiais já foram identificados pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, que realizou o afastamento deles.

Seis crimes

A empresária e o policial são investigados por seis crimes: tentativa de homicídio triplamente qualificado, tortura, cárcere privado, injúria, calúnia e difamação.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.