A operação de busca pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, entrou no 11° dia nesta quarta-feira (14). Em resposta à falta de sucesso, a operação decidiu ampliar o perímetro de buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão. Agora, a varredura abrange uma área de 54 km² e conta com uma nova estratégia para localizar as crianças.
A operação de buscas está sendo auxiliada por uma tecnologia de geolocalização, um aplicativo responsável por mapear as rotas já percorridas pelas equipes e localizar agentes ou voluntários que possam vir a se perder do grupo.
Segundo informações repassadas ao Portal “G1", a área de buscas foi dividida em 45 quadrantes e cada um deles é vasculhado por uma equipe composta por policiais, bombeiros e voluntários. A força-tarefa se espalha por trilhas, barrancos e acessos dentro do perímetro de mata fechada, considerada de difícil acesso. Ainda para o “G1", o Corpo de Bombeiros do Maranhão afirmou que mais de 60% da área já foi vistoriada. A Itatiaia entrou em contato com a corporação para obter mais detalhes sobre o caso.
A busca pelas crianças desaparecidas mobiliza uma força-tarefa formada por órgãos estaduais, municipais, voluntários da comunidade e tem apoio do Exército Brasileiro, incluindo militares que estavam de férias ou de folga. Ao todo, estima-se que cerca de 600 pessoas estejam mobilizadas para encontrar as crianças desaparecidas.
Relembre o desaparecimento
No dia do sumiço, os irmãos estavam sob os cuidados da avó materna, já que a mãe e o padrasto estavam em São Luís, capital do Maranhão. O homem, Márcio Silva, chegou a ser
As crianças foram vistas pela última vez no dia 4 de janeiro, enquanto brincavam em uma área de mata no território quilombola de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, município do interior do Maranhão. Além dos irmãos Agatha e Michel, estava Anderson Kauã Barbosa, de oito anos, primo das crianças desaparecidas. Anderson também havia sumido junto com as crianças mais novas, mas foi encontrado com vida após 72h.
O desaparecimento é considerado atípico pelas autoridades e pela própria comunidade, uma vez que as crianças possuem o hábito de circular e brincar no perímetro de mata da região, ambiente que lhes é familiar.
Criança encontrada
Anderson foi localizado nu e sozinho em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros do local onde as crianças haviam sido vistas pela última vez, segundo a PCMA (Polícia Civil do Maranhão). O resgate foi feito por três produtores rurais, que trafegavam pela região em uma carroça a caminho do trabalho e avistaram a criança em meio à vegetação.
Abuso sexual
Anderson foi resgatado e encaminhado ao hospital Geral de Bacabal. O garoto foi submetido a uma série de exames e, segundo o governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB),
“Ele segue internado, em acompanhamento multiprofissional. Uma equipe do Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA) conduz, com técnica e sensibilidade, a escuta especializada do menino”, disse o político, que vem acompanhando e atualizando o caso pelas suas redes sociais.
Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA)
Após ser resgatado,
Ainda de acordo com o depoimento de Anderson, após se perderem, as crianças buscaram um lugar para se esconder durante a chuva. O mais velho revelou que em dado momento deixou os primos em uma casa abandonada no meio da área de mata e saiu para buscar ajuda. O menino então teria se perdido e ao achar o caminho de volta ao casebre não encontrou os irmãos no local. Após o episódio, Anderson diz não se lembrar de mais nada.
Recompensa
Na última quinta-feira (8), o prefeito de Bacabal (MA), Roberto Costa (MDB),