Belo Horizonte
Itatiaia

Terceiro suspeito de atentado contra vereador de Mossoró é preso e liberado horas depois

O assessor do vereador Cabo Deyvison (PL) foi atingido nas costas e morreu no local; o vereador foi atingido nas pernas e ficou com uma bala alojada no corpo

Por
Cabo Deyvison denunciou a atuação de facções em Mossoró (RN) • Reprodução/Youtube Cabo Deyvison

O vereador Cabo Deyvison (PL) foi baleado nas pernas durante uma transmissão ao vivo em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Mossoró, no Rio Grande do Norte, na noite de segunda-feira (15). O assessor dele, Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, que gravava o vídeo, foi atingido nas costas e morreu no local.

Até o momento, três suspeitos foram presos, mas um deles acabou liberado por falta de provas. Veja o que se sabe sobre o caso:

  • O que aconteceu?
  • Como foi o atentado contra o vereador?
  • Qual é o estado de saúde de Cabo Deyvison?
  • Quem era o alvo dos criminosos?
  • Quantos suspeitos já foram presos?
  • Por que um dos suspeitos foi liberado?
  • O que a polícia apreendeu durante as investigações?
  • O que se sabe sobre o PIX de R$ 10 mil?
  • Qual pode ter sido a motivação do crime?
  • As investigações já foram concluídas?

O que aconteceu?

O ataque ocorreu na noite de segunda-feira (15), em frente a uma UPA de Mossoró. Cabo Deyvison fazia uma transmissão ao vivo quando criminosos em um veículo abriram fogo.

O vereador foi atingido nas pernas e ficou com uma bala alojada no corpo. O assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, foi baleado nas costas e morreu no local.

Como está o estado de saúde do vereador?

Cabo Deyvison segue internado e apresenta quadro estável, segundo as autoridades.

Quem era o alvo do atentado?

Vereador é baleado durante live em frente a UPA de Mossoró; assessor que fazia transmissão ao vivo morre • Reprodução
Vereador é baleado durante live em frente a UPA de Mossoró; assessor que fazia transmissão ao vivo morre • Reprodução

De acordo com as investigações, o alvo principal dos criminosos era o vereador.

A Polícia Civil apura se o ataque tem relação com denúncias feitas pelo parlamentar sobre a atuação de facções criminosas em Mossoró.

Quantos suspeitos já foram presos?

Dois suspeitos foram presos na tarde de terça-feira (16), enquanto viajavam em um táxi no município de Beberibe, no Ceará.

Na manhã desta quarta-feira (17), um terceiro suspeito foi detido em Mossoró. Segundo a Polícia Militar, ele seria o motorista do carro usado no atentado.

Um quarto homem, que estava com ele, também foi levado pelos policiais.

O terceiro suspeito continua preso?

Não. Segundo a Polícia Civil, ele foi liberado no fim da tarde desta quarta-feira (17), porque não havia elementos suficientes para comprovar sua participação no crime.

As autoridades não informaram se o quarto homem também foi solto.

O que a polícia apreendeu?

Na terça-feira (16), policiais apreenderam duas armas e um colete à prova de balas em uma residência em Mossoró.

Segundo a PM, o imóvel foi indicado pelos dois primeiros suspeitos presos no Ceará.

As armas serão periciadas para verificar se foram usadas no atentado. Um fuzil que pode ter sido utilizado pelos criminosos ainda é procurado.

O que se sabe sobre o PIX de R$ 10 mil?

Segundo o comandante da PM do Rio Grande do Norte, coronel Alarico Azevedo, os suspeitos tentaram destruir os celulares quando foram presos.

No entanto, uma das telas ficou travada em uma notificação bancária referente a uma movimentação de R$ 10 mil.

A Polícia Civil investiga se o valor foi enviado ou recebido e qual seria a ligação da transação com o crime.

Qual pode ter sido a motivação do ataque?

A motivação ainda é investigada. A Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese.

Uma das linhas de investigação considera que o atentado possa estar relacionado a denúncias feitas por Cabo Deyvison sobre a atuação de facções criminosas na cidade.

O caso já foi esclarecido?

Não. A polícia segue em busca do fuzil que pode ter sido usado no crime e trabalha para identificar todos os envolvidos e a motivação do atentado.

Por

Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.