Criança morre em hospital, e número de vítimas da tragédia com romeiros em AL sobe para 16

Segundo o governo do estado, cerca de 18 sobreviventes permanecem internados; corpos foram velados nesta quarta-feira (4)

Acidente com ônibus de romeiros deixou 16 mortos no interior de Alagoas

O Governo de Alagoas atualizou para 16 o número de mortos no acidente com um ônibus de romeiros ocorrido na manhã dessa terça-feira (3), na rodovia AL-220, em São José da Tapera, no Sertão do estado. Entre as vítimas estão sete mulheres, cinco homens e quatro crianças.

Inicialmente, tinham sido confirmados 15 óbitos. As vítimas morreram ainda no local do acidente e tiveram os corpos recolhidos pelo Instituto Médico Legal (IML). Horas mais tarde, mesmo após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santana do Ipanema, um menino de apenas quatro anos não resistiu aos ferimentos e morreu dentro do hospital.

Sepultamentos

Os corpos de cinco das vítimas do acidente foram velados em conjunto em uma quadra esportiva na cidade de Coité do Nóia, no interior de Alagoas, na manhã desta quarta-feira (4). O município é o local de origem das vítimas, que teriam saído de lá com destino ao estado do Ceará, para acompanhar a Romaria de Nossa Senhora das Candeias.

Os corpos velados eram de Luiz Miguel de Alcântara, de quatro anos, José Caio de Oliveira Souza, de 15 anos, Adelmo José de Oliveira, 52, Sebastião Vieira de Moraes Neto, 55, e Josefa Madalena de Alcântara, de 67.

Veja lista completa de óbitos

  • Adelmo José de Oliveira - 52 anos;
  • Claudiana Maria da Silva Bastos - 45 anos;
  • Cleusa Simão Lima - 63 anos;
  • Cícero Barbosa de Lima - 71 anos;
  • Edivania da Silva Lima - 39 anos;
  • Francisco Izidoro da Silva - 71 anos;
  • Jamilly da Silva Bastos - 5 anos;
  • José Caio de Oliveira Souza - 15 anos;
  • José Welliton Barbosa Louriano - 39 anos;
  • Josefa Madalena de Alcantara - 67 anos;
  • Luiz Miguel Alcântara - 4 anos;
  • Maria do Socorro Santos - 73 anos;
  • Maria Gorete Rodrigues Izidoro da Silva - 38 anos;
  • Maria Manuella de Souza Oliveira - 5 anos;
  • Vandete Maria da Silva - 60 anos;
  • Sebastião Vieira de Morais Neto - 55 anos.

Contagem e atendimento de feridos

Ao todo, estima-se que havia 60 ocupantes no veículo no momento do acidente. Além dos 16 óbitos, 20 pacientes deram entrada na rede estadual de saúde. Desses, 18 permanecem internados.

  • 15 foram encaminhados ao Hospital Regional do Alto Sertão, em Delmiro Gouveia. No hospital, uma das vítimas já foi liberada;
  • Uma criança foi transferida para o Hospital Geral do Estado, na capital Maceió, onde permanece internada em estado grave. A vítima sofreu múltiplas fraturas pelo corpo;
  • Outros cinco pacientes foram atendidos no Hospital de Emergência do Agreste. Um deles deixou a unidade médica antes do atendimento para acompanhar o velório de familiares. Além dele, quatro pacientes restantes seguem internados em estado grave.

Dinâmica do acidente

A Polícia Civil de Alagoas instaurou um inquérito para apurar as causas que teriam levado à tragédia.

Em nota, o governo do estado informou que a Polícia Científica de Alagoas, por meio do Instituto de Criminalística de Arapiraca (ICA), concluiu a perícia no local do acidente. Segundo o perito criminal Gerard Deokaran, o ônibus saiu da pista ao fazer uma curva, capotou e caiu em uma ribanceira com mais de cinco metros de altura às margens da rodovia AL-220, no sentido São José da Tapera.

Ainda segundo as diligências, não foram identificados sinais de frenagem antes da saída da pista. Exames complementares ainda serão realizados para a consolidação do laudo e o esclarecimento técnico da causa e da dinâmica do acidente.

Ônibus irregular

Em nota, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus envolvido no acidente realizava transporte clandestino de passageiros. Segundo o órgão, o veículo não cumpria uma série de critérios para ser considerado regular.

“O ônibus não possui habilitação na ANTT. Não possui certificado de Segurança Veicular (CSV) ou seguro de responsabilidade civil vigente. Além disso, não havia Licença de Viagem (LV) referente ao deslocamento realizado.”

O ônibus teria sido disponibilizado pela prefeitura de Coité do Nóia, cidade de origem da maioria dos ocupantes, para transportar os romeiros até o Ceará. A Itatiaia entrou em contato com o executivo municipal para apurar a regularidade do ônibus, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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